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Novas criações marcam ano da Companhia de Dança Contemporânea de Évora

A estreia de três novas coreografias, de Nélia Pinheiro, Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho e Yola Pinto, são destaques da programação deste ano da Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE).

Novas criações marcam ano da Companhia de Dança Contemporânea de Évora
Notícias ao Minuto

09:28 - 20/01/18 por Lusa

Cultura Programação

"Tristão e Isolda", de Nélia Pinheiro, "Silent tales of us", da autoria dos jovens criadores Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho, e "Wild, nenhum lugar é, sem um Génio...", de Yola Pinto, são as novas produções, segundo divulgou hoje a companhia de dança alentejana.

A primeira a estrear, a 12 de maio, no Cineteatro Avenida, em Castelo Branco, indicou a CDCE, vai ser "Tristão e Isolda", que "acolhe o título da ópera de Wagner" e está inspirada "nos momentos marcantes do libreto", mas que "não é uma revisitação" daquele clássico.

O projeto, sublinhou a companhia, em informação enviada à agência Lusa, tem como pano de fundo a temática da ópera, mas apresenta "uma viagem sensorial própria" que tem como "indutores as grandes questões" abordadas no clássico e que interessam à coreógrafa trabalhar, atualmente, como "a irracionalidade, o desejo, a dependência do ser humano perante o amor, a mulher".

Em formato de dueto, com interpretação da própria Nélia Pinheiro e de um bailarino convidado da Companhia Nacional de Bailado (CNB), a obra apresenta uma "linguagem multidisciplinar entre a dança, o teatro, a música ao vivo, a arquitetura de cena e temas que potenciam um discurso contemporâneo sobre a condição humana".

A criação vai ter excertos musicais de Wagner, articulados com música original do compositor César Viana, sendo as sonoridades contemporâneas interpretadas ao vivo pelo quarteto de cordas João Roiz Ensemble.

A estreia seguinte vai ser a de "Silent tales of us", no Teatro Garcia de Resende, em Évora, a 19 de outubro, num projeto "nascido" de uma proposta de Gonçalo Andrade e Miguel Ramalho, bailarinos da CNB, à direção da CDCE.

"A obra será criada para o reportório artístico da CDCE e irá contribuir, tanto para o reforço da oferta artística da companhia na região e território, como para a afirmação do acolhimento de novos criadores portugueses no âmbito da atividade anual", realçou a companhia.

Desenvolvido em residências descentralizadas no Marvila Dance Studio e nos estúdios da CNB, em Lisboa, assim como no Teatro Garcia de Resende, o espetáculo vai ser interpretado pelos dois criadores e por um bailarino convidado.

Já a criação de Yola Pinto, "Wild, nenhum lugar é, sem um Génio...", é dirigida ao público infantil e à família. A estreia vai acontecer a 27 de novembro, em Évora, na Escola EB1 do Bairro de Almeirim.

Resultante de "um cruzamento entre a dança e o teatro físico", a coreografia pretende questionar "a relação entre o homem e o meio ambiente, entre o progresso contínuo e os limites" do desenvolvimento e "as inevitáveis consequências no mundo físico e relacional", referiu a companhia.

Este ano, além da criação artística própria e de atividades pedagógicas nas escolas e projetos formativos, a CDCE volta a promover o Festival Internacional de Dança Contemporânea, em Évora (outubro), e apresenta a programação regular da sua "Black Box", de janeiro a julho, com espetáculos de outros autores na cidade e na região.

A aposta, em 2018, passa ainda pelo "reforço da internacionalização" da companhia, com a participação da obra "Terra Chã", de Nélia Pinheiro, em festivais internacionais de dança na Tailândia e em Israel, a que se junta, em setembro, a apresentação de "Tristão e Isolda" em Copenhaga, na Dinamarca.

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