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Xinobi, Omiri, Serushiô, TT Syndicate e Surma atuam na Holanda

Os artistas e bandas portuguesas Xinobi, Omiri, Serushiô, TT Syndicate, Surma e o luso-angolano Diron Animal apresentam-se esta semana ao vivo no festival Eurosonic Noorderslag, em Groningen, na Holanda.

Xinobi, Omiri, Serushiô, TT Syndicate e Surma atuam na Holanda
Notícias ao Minuto

12:45 - 14/01/18 por Lusa

Cultura Portugueses

Os primeiros a atuar são os Serushiô e Xinobi, na quarta-feira. Os Serushiô são uma dupla de 'blues rock' do Porto, formada por Seru e Zé Vieira. A banda editou em março do ano passado "Groove Lee", sucessor do álbum de estreia, "I'm not lost...just don't want to be found", de 2014.

Xinobi é Bruno Cardoso e está ligado à música há vários anos, como DJ, músico, produtor e editor. Fez parte dos Vicious 5, é um dos fundadores da Discotexas, já assinou remisturas de temas de outros artistas, editou vários EP e, há três anos, o álbum "1975".

No final de março de 2017 editou "On the quiet", disco com um pé na eletrónica e outro no passado punk-rock, que inclui uma consciência social, disse na altura à agência Lusa.

Para quinta-feira estão agendadas as atuações de Diron Animal e de Surma, que tem segundo concerto marcado para sexta-feira.

Diron Animal esteve no Eurosonic em janeiro do ano passado com os Throes + The Shine. O vocalista daquela banda de 'rockuduro' editou em outubro o primeiro álbum a solo, "Alone", com distribuição mundial, e que é, de acordo com o próprio em declarações à Lusa, "completamente eletrónica com influências de vários sítios".

Em outubro do ano passado, Débora Umbelino editou o álbum de estreia do projeto musical Surma, que leva quem o ouve a ambientes frios, como montanhas ou cidades nórdicas, contou à agência Lusa, a propósito da edição de "Antwerpen".

Na sexta-feira atuam, além de Surma, Omiri e os TT Syndicate, estes últimos escolhidos pela rádio pública Antena 3, uma das parceiras do Eurosonic.

Omiri é um projeto do músico e produtor português Vasco Ribeiro Casais, em torno da música tradicional portuguesa. O seu mais recente disco, "Baile Eletrónico", foi editado em abril do ano passado. No álbum, Vasco Ribeiro Casais toca viola braguesa, cavaquinhos, gaitas portuguesas, nyckelharpa e bouzouki.

Mentor dos grupos Seiva, Sopro e Dazkarieh, Vasco Ribeiro Casais já colaborou com artistas e grupos como Né Ladeiras, Uxu Kalhus, Filipa Pais e Velha Gaiteira.

Os TT Syndicate surgiram em 2012, com músicos provenientes de vários projetos, como os 49 Special e Os Tornados. O septeto do Porto cria música influenciada pela década de 1960, que resulta numa mistura de Soul, Rock and Roll e Rhythm and Blues.

O festival Eurosonic será também palco da cerimónia de entrega do prémio do público dos European Border Breakers Awards (EBBA), uma distinção para "artistas emergentes" que, nos últimos meses, tiveram sucesso na Europa.

Salvador Sobral, cuja carreira ganhou dimensão internacional quando, em maio passado, venceu o festival Eurovisão com o tema "Amar pelos dois", foi um dos dez artistas distinguidos na edição de 2017 dos EBBA.

Entre os dez, um sairá vencedor de uma votação 'online' que esteve aberta ao público entre os dias 04 e 25 de dezembro.

Os EBBA são uma iniciativa do espaço europeu, entre a Comissão Europeia e a União Europeia de Radiodifusão. Em anos anteriores, o prémio já distinguiu nomes como Adele, Stromae, Hozier, Mumford & Sons, Disclousure e The Script. Em 2013, entre os vencedores, estiveram os portugueses Amor Electro.

Portugal foi convidado da edição de 2017 do festival Eurosonic, uma plataforma de divulgação da música europeia, com um programa alargado de concertos, conferências e encontros entre agentes da indústria musical de todo o mundo.

Por ter sido este ano o país em destaque, de Portugal estiveram em Groningen cerca de cem profissionais e 21 artistas e grupos portugueses, como Best Youth, DJ Ride, First Breath After Coma, Gisela João, Glockenwise, Rodrigo Leão e Marta Ren & the Groovelvets.

A escolha de Portugal como país convidado do festival deu um retorno de cerca de 900 mil euros para o mercado da música portuguesa, disse à agência Lusa, no balanço do festival, Nuno Saraiva, da Why Portugal.

O investimento para a ida ao Eurosonic foi de cerca de cem mil euros, com vários apoios de organismos portugueses, entre os quais a Direção-Geral das Artes, a Audiogest e a cooperativa GDA.

A edição deste ano do festival decorre de quarta-feira a sábado, em Groningen.

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