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Festival de Órgão vai explorar as várias potencialidades do instrumento

O Festival de Órgão da Madeira, que abre na sexta-feira, visa "explorar as diferentes potencialidades do órgão" e integrar o instrumento nas "mais variadas formações vocais ou instrumentais", afirmou o seu diretor artístico João Vaz.

Festival de Órgão vai explorar as várias potencialidades do instrumento
Notícias ao Minuto

09:30 - 16/10/17 por Lusa

Cultura Madeira

A 8.ª edição do festival arranca com um recital de "Música europeia e americana", por Stephen Tharp, na Igreja do Colégio, no Funchal.

João Vaz adiantou que, nesta edição, o certame "apresenta uma programação singular que se manifesta desde logo no concerto de abertura, onde Stephen Tharp dá a conhecer obras de compositores americanos e europeus".

O festival inclui na sua programação o recém-inaugurado órgão da Sé do Funchal, construído pelo mestre organeiro Dinarte Machado.

Segundo o criador, este "foi um projeto pensado, do ponto de vista da planificação tonal, para um instrumento de acompanhamento da liturgia", mas apresenta características solísticas e pode ser usado em concerto.

Trata-se de um instrumento único em Portugal pelo facto de ser montado em cima de uma plataforma criada para o efeito na catedral.

No dia 21, precisamente na Sé, é exibido o filme "A Paixão de Joana d'Arc" (1927), de Carl Dreyer, com uma banda sonora improvisada ao órgão, por Karol Mossakowski.

Além do Funchal, o festival acontece nos concelhos de Machico, na Igreja de N. S. da Conceição, e no de Ponta do Sol, na Igreja de N. S. da Luz.

Entre os participantes, William Whitehead apresenta na Igreja do Colégio, no dia 23, uma seleção do "Orgelbüchlein Project", que junta a obra de Bach à produção de compositores contemporâneos.

O organista, nascido em 1970 em Londres, apresenta ainda, no dia 25, na Igreja de Santa Luzia, um recital dedicado à tradição organística inglesa.

João Vaz realçou também a participação de Jan Willem Jansen, que dirigiu o Festival Toulouse les Orgues, no sudoeste de França, e que na Madeira apresenta dois recitais em que "explora a ligação entre órgão e a literatura", contando com a participação do declamador António Plácido.

Os recitais por Jansen e Plácido realizam-se no dia 27 no Convento do Bom Jesus, e no dia seguinte na Igreja de Santa Luzia, na Ponta do Sol

O neerlandês Jan Willem Jansen, professor no Conservatório de Toulouse, apresenta ainda um recital sobre o "incontornável" compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750), num concerto com a Orquestra Clássica da Madeira, sob a direção do maestro Norberto Gomes, que acontece no dia 28 na Igreja do Colégio.

Outra "figura central" deste festival é o compositor português Manuel Rodrigues Coelho (1555-1635), do qual será interpretada na íntegra a obra 'Flores de música' (1620), concerto que encerra o festival, no dia 29, no Convento de Santa Clara, pelo organista André Ferreira, acompanhado pelo Ensemble São Tomás de Aquino, sob a direção musical de João Andrade Nunes.

Neste último dia do festival, André Ferreira e o Ensemble São Tomás de Aquino fazem o acompanhamento musical da missa dominical, às 11h00, na Sé.

Outros recitais previstos são "Música italiana e ibérica", por Francesco di Lerniai, em Machico, e o de Órgão e Trompa Alpina, por, respetivamente, Francesco di Lernia, e Carlo Torlontano, no dia 24 na Igreja de S. Martinho.

A programação inclui uma conferência por João Vaz, no dia 27, no auditório da Universidade da Madeira, intitulada "O que é um festival de órgão?".

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