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Próximo número da revista Granta dedicado ao tema Comer e Beber

A mais recente edição da revista Granta, dedicada ao tema Comer e Beber, chega às livrarias no dia 26, com duas novidades: uma banda desenhada e uma capa ilustrada por André Carrilho, que passará a capista da publicação.

Próximo número da revista Granta dedicado ao tema Comer e Beber
Notícias ao Minuto

19:30 - 19/05/17 por Lusa

Cultura Livro

O número nove da Granta portuguesa reúne 14 textos assinados por autores como Richard Zimler, David Mitchell, Tatiana Salem Levy e Adília Lopes, que alimentam a "insaciável gula" dos leitores "por histórias acontecidas ou imaginadas", como descreve o diretor, Carlos Vaz Marques.

As ilustrações dos textos são de André Carrilho, que, a partir deste número, passa a ser o autor da capa, sucedendo a Jorge Colombo.

Este número da revista literária editada pela Tinta-da-China trocou o habitual ensaio fotográfico por uma banda desenhada, criada por Filipe Melo e ilustrada pelo argentino Juan Cavia, que oferece, como epílogo, a receita de família para a tarte de maçã que é protagonista da história.

Imediatamente antes, Luis Afonso apresenta ao leitor o Chef Hyppolyte, com toa a "sua arrogância de artista incompreendido".

Richard Zimler partilha a memória de um salmão no forno, untado de alho e sal, que foi a pior refeição da sua vida, enquanto Adília Lopes revela como aprendeu a cozer arroz, tendo até encontrado um algoritmo para a operação.

Alexandra Prado Coelho fala das suas duas avós, a gorda e a magra, que se tornaram o contrabalanço uma da outra de uma educação alimentar dividida entre a frugalidade e o entusiasmo por açorda.

Recorrendo também aos antepassados, Ricardo J. Rodrigues evoca a sua bisavó incapaz de se conformar com a vida urbana a que se viu obrigada e que soube recuperar a sua alma rural e reencontrar a felicidade na tradição da matança do porco.

Por seu lado, José Tolentino Mendonça condimenta uma autobiografia alimentar com a parábola do conflito entre o comer e o falar, refletindo sobre o silêncio à mesa, enquanto indicador de origem social.

Nas páginas desta Granta há condenados à morte a quem é dado a escolher a última refeição, uma das histórias contada por Ana Margarida Carvalho, e paira o fantasma da doença nos contos de Djaimilia Pereira de Almeida e de Sousa Jamba, ambos com Angola como pano de fundo.

No texto de abertura, é "servida a primeira refeição", em que a escritora brasileira Tatiana Salem Levy, entre a dor e o júbilo, dá de mamar ao filho recém-nascido.

Textos da autoria dos escritores britânicos David Mitchell, Graham Swift e Giles Foden, bem como da poeta, ficcionista e cantora japonesa Mieko Kawakami, alimentam também esta edição.

Para resumir a essência deste número da Granta, Carlos Vaz Marques termina o editorial citando Jorge Luis Borges, que "imaginava o paraíso como uma espécie de biblioteca; se não for pedir muito, que seja um biblioteca, de preferência, onde se possa comer e beber".

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