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Museu em Paris recorda 100 anos de presença portuguesa em França

O Museu da História da Imigração, em Paris, vai recordar, hoje, o centenário do acordo de mão-de-obra franco-português e a participação portuguesa na Grande Guerra, no terceiro colóquio sobre 100 anos de presença portuguesa em França.

Museu em Paris recorda 100 anos de presença portuguesa em França
Notícias ao Minuto

16:19 - 10/12/16 por Lusa

Cultura Centenário

A iniciativa começou a 28 de outubro, na cidade de Hendaia, na fronteira franco-espanhola, continuou a 25 de novembro nos Arquivos Distritais de La Gironde, em Bordéus, e termina hoje na capital francesa, sendo organizada pela Rede da Aquitânia para a História e Memória da Imigração, pelo Comité Nacional Francês de homenagem a Aristides de Sousa Mendes e pelo Museu da História da Imigração em Paris.

O colóquio inclui uma mesa redonda sobre "A convenção franco-portuguesa de mão-de-obra de 28 de outubro de 1916" e outra sobre "O papel dos soldados portugueses na Grande Guerra. O desafio da memória".

Na iniciativa vai também ser inaugurada uma exposição de fotografia sobre "Os Portugueses na Grande Guerra" com imagens do fotógrafo de guerra Arnaldo Garcez (1885-1964) que acompanhou as tropas do Corpo Expedicionário Português para as trincheiras francesas.

Entre os intervenientes, vão estar os historiadores Nuno Severiano Teixeira, Marie-Christine Volovitch-Tavares, Cristina Climaco, Victor Pereira, Yvette dos Santos, Pierre Léglise-Costa, o Presidente da Liga dos Combatentes Joaquim Chito Rodrigues e a socióloga Maria Beatriz Rocha Trindade.

No dossiê de apresentação do colóquio, o coordenador do evento, Manuel Dias Vaz; sublinhou que "1916 foi uma etapa importante na história da chegada e da presença dos portugueses em França", lembrando que "em 2016 se comemora o centenário da primeira convenção franco-portuguesa de mão-de-obra civil e militar assinada entre os dois países a 28 de outubro de 1916, em plena Primeira Guerra Mundial".

"Cerca de 25.000 portugueses entraram, assim, legalmente em França entre finais de 1916 e 1918. A estes 25.000 trabalhadores legais, somam-se milhares de trabalhadores portugueses que entraram clandestinamente no mesmo período. Muitos passaram pelo porto de Bordéus, vindos de barco do porto espanhol de Vigo", explicou o presidente da Rede da Aquitânia para a História e Memória da Imigração.

No programa, a historiadora Marie-Christine Volovitch-Tavares também define 1916 como o "ano crucial para a história dos portugueses em França" devido a duas decisões: o envio de soldados do Corpo Expedicionário Português para a frente de batalha em França e o acordo de mão-de-obra "que abriu o caminho da emigração a milhares de trabalhadores portugueses".

A também coordenadora do colóquio e autora de "100 Ans d'Histoire des Portugais en France"("100 Anos de História dos Portugueses em França"), explicou que foi a chegada de trabalhadores - recrutados no âmbito do acordo de mão-de-obra - que "fez de França um dos horizontes" da emigração".

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