Artista Filipe Cortez inaugura exposição individual em Nova Iorque

O artista plástico português Filipe Cortez inaugura esta quarta-feira, numa galeria da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, a exposição individual 'Synapse'.

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Cultura Estados Unidos

A exposição inclui uma série de membranas em látex, feitas a partir de alguns dos mais antigos edifícios de Nova Iorque, sobretudo na zona de South Street Seaport, e uma série de 30 pinturas, realizadas em 30 dias, a partir da memória dos espaços que os envolviam na altura.

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"Na exposição, a memória circula sempre em volta do espaço arquitetónico, seja nas máscaras feitas a partir dos edifícios, que marcam e representam toda a história vivida por aquele espaço onde habitamos, ou pela sobreposição de imagens e informação que acumulamos, usada mais tarde para a formação de uma nova imagem ou espaço", explicou o artista à Lusa.

Cortez nasceu no Porto e licenciou-se em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, a mesma escola em que terminou um mestrado em pintura.

Nos últimos anos, a exploração de vários meios artísticos, como desenho, pintura, escultura, instalação e 'performance', tem-se tornado cada vez mais frequente no seu trabalho.

"Através do uso de escultura, pintura e instalações, Cortez grava as memórias e histórias das estruturas que moldamos, construímos e ocupamos. Como as nossas memórias, essas estruturas são plásticas e fluidas, mudando a cada fase ou de cada vez que a memória é lembrada ou gravada", explica a galeria que acolhe a exposição.

Neste momento, Cortez tem o seu trabalho exposto em Portugal numa exposição coletiva com o título 'O exercício e o corpo: dose e efeito', com curadoria de Teresa Oliveira Lacerda, na Reitoria da Universidade do Porto.

Com curadoria de Katherine Meehan, 'Synapse' estará patente na Galeria do NYU Langone Medical Center até 13 de janeiro.

 

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