Exposição 'Rostos de Timor' é inaugurada quinta-feira no Parlamento

A exposição de fotografia 'Rostos de Timor' de António Cotrim, fotojornalista da agência Lusa, distinguido com o Prémio Gazeta 2014, é inaugurada na quinta-feira, na Assembleia da República, em Lisboa.

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A inauguração da exposição, às 12:30, na sala dos Passos Perdidos, conta com a presença do presidente do parlamento nacional de Timor-Leste, Adérito Hugo da Costa, e do seu homólogo português, Eduardo Ferro Rodrigues.

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"Rostos de Timor" reúne 24 fotografias que "mostram a nobreza do povo timorense" e assinala os 25 anos do massacre no cemitério de Santa Cruz, em Díli, ocorrido a 12 de novembro de 1991, segundo nota da organização.

"Uma singela homenagem aos homens e mulheres de Timor que sofreram, lutaram e morreram pela liberdade e independência de uma terra que amavam e à qual queriam chamar 'o meu país'", disse o fotojornalista à Lusa.

Após 24 anos de ocupação pela vizinha República da Indonésia, Timor-Leste tornou-se independente, em setembro de 2002.

A "marca de sofrimento e ao mesmo tempo de esperança", que António Cotrim encontrou nos rostos que fotografou em 2007, em Timor-Leste, fez surgir a ideia de realizar esta exposição, afirmou o fotojornalista.

A exposição, cujo catálogo conta com um texto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está patente ao público até 13 de janeiro do próximo.

A primeira versão desta exposição foi apresentada em Lisboa, no Centro Nacional de Cultura, em outubro de 2011, tendo entretanto passado por outros espaços, como a galeria do café Santa Cruz, em Coimbra, a galeria Municipal de Vila Nova de Ourém, o Museu de Arte Sacra de Fátima e a galeria municipal de Alcochete.

António Cotrim começou a trabalhar na área da comunicação social em 1974, tendo passado pelas agências noticiosas Lusitânia, ANOP, Notícias de Portugal e, atualmente, Lusa. Colaborou também com o semanário Tal & Qual e o desportivo Record.

Referindo-se à reportagem feita em 2007, António Cotrim afirmou: "O que mais me marcou em Timor foi o povo que, após longos anos de sofrimento, enfrenta o dia-a-dia com um sorriso nos lábios. E marcou-me imenso a alegria do povo de Lorosae, por ouvir e falar português".

No texto que acompanha a exposição lê-se: "As fotografias de António Cotrim revelam a capacidade de fixar uma imagem que emociona, que nos afeta e comove. Um rosto que surge definido e luminoso na sagacidade de quem captou o instante".

O fotógrafo, além do Prémio Gazeta 2014, foi já distinguido com duas menções honrosas, uma do Clube Português de Imprensa, na categoria de fotorreportagem, em 2001, e outra do Prémio Europeu de Fotografia Fujifilm, na categoria de desporto, em 2004.

A mesma nota refere que o "talento e trabalho" de António Cotrim têm sido "reconhecidos com a publicação de fotografias de sua autoria em vários livros, folhetos, catálogos e postais, sem contar com as inúmeras edições em jornais e revistas, tanto nacionais como internacionais".

Quanto à experiência profissional de Timor-Leste, o fotógrafo afirmou que guarda "com gratidão" a memória "de um povo que, nada tendo, não hesita dar o coração, para acolher quem o visita".

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