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Festival de Alcobaça assinala os 400 anos da morte de Shakespeare

O Cistermúsica, festival que decorrerá em Alcobaça de 26 de junho a 21 de julho, assinala, nesta edição, os 400 anos da morte de William Shakespeare, com um programa alusivo aos novos mundos descobertos por portugueses e espanhóis.

Festival de Alcobaça assinala os 400 anos da morte de Shakespeare
Notícias ao Minuto

18:36 - 06/06/16 por Lusa

Cultura Cistermúsica

"Se há tragédia shakespeariana que tem a ver com a terra onde estão sepultados Pedro e Inês [Alcobaça], é Romeu e Julieta" sublinharam os diretores do festival, Alexandre Delgado e Rui Morais, justificando a escolha de obras alusivas ao par romântico, para os concertos de abertura e encerramento do Cistermúsica.

A 24.ª edição do Festival de Música de Alcobaça arrancará a 26 de junho, com a ópera "Romeu & Julieta", de Charles Gounod, interpretada pelo coro e orquestra da Academia de Música, em coprodução com a OperaTellers, numa versão com narração da atriz Filomena Gonçalves.

Num ano em que o festival adota como lema a alusão shakespeariana aos "novos mundos" conquistados por portugueses e espanhóis, o programa integra também a ópera "Porgy and Bess", de George Gershwin, tocada pela Banda Sinfónica de Alcobaça, num concerto que também conta com duas peças do compositor Leonard Bernstein.

O Cistermúsica traz este ano a Portugal, pela primeira vez, os músicos alemães do Henschell Quartett, no âmbito de uma programa internacional que também permitirá ouvir The Orlando Consort (Reino Unido), Face Two Phase (Espanha), Duo Piaolin (Correia do Sul) e Elena Kelessidi (Grécia), que atua igualmente pela primeira vez no país.

No capítulo da dança, o destaque vai para o espetáculo criado em parceria pelo percussionista Manuel Campos e a bailarina e coreógrafa norte-americana Alia Kache, que estreará duas encomendas do festival aos compositores António Chagas Rosa e Dimitrius Andrikopoulos.

Com assinatura portuguesa, mas baseada em personagens de Shakespeare, a oferta em termos de dança passa ainda pela coreografia "Play False", de António Cabrita e São Castro.

Dois concertos sinfónicos, pela Estágio Orquestra Gulbenkian fazem parte do programa que, em português, contará com as prestações do Officium Ensemble (num concerto com obras do seiscentista Estêvão Lopes-Morago), do Ludovice Ensemble (com um repertório que evoca o século XVII de D. Catarina de Bragança) e da Alma Mater, entre outros.

O repertório sacro da Idade Média estará patente através do Coro Gregoriano de Lisboa, que apresenta, na Nave Central da Igreja de Santa Maria de Alcobaça, a "Missa Gregoriana de São Pedro", "usando pela primeira vez no festival a disposição onde se situava originalmente o cadeiral do coro, com um efeito acústico que é aguardado com expectativa", afirmam os organizadores, citados numa nota de imprensa.

De acordo com os responsáveis do festival, "a programação mantém a filosofia habitual de conjugar obras raras com outras bem conhecidas do grande público, e de dar destaque à música portuguesa antiga e recente", ao longo do festival que, até 31 de julho, levará a música a vários espaços e freguesias do concelho, como a outros mosteiros do país.

Romeu e Julieta e a temática do novo mundo voltarão a estar em foco no concerto de encerramento do festival, com a recém-criada Orquestra Euro-Atlântica a interpretar a abertura "Romeu e Julieta", de Tchaikovsky, e a 2.ª Suite do bailado homónimo de Prokofiev, num programa que culmina com a "Sinfonia do Novo Mundo", de Dvorák.

Organizado pela Academia de Música de Alcobaça e pela autarquia, o festival atrai anualmente cerca de cinco mil espetadores.

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