O Conselho de Segurança Nacional de Israel instou todos os cidadãos que vão viajar até Basileia, na Suíça, para assistir ao Festival Eurovisão da Canção para não se aproximarem de manifestações e evitarem "exibir símbolos israelitas e judeus em público" e falar sobre o exército israelita.
Num alerta, divulgado na quinta-feira, o Conselho de Segurança Nacional afirmou que "os eventos internacionais" como a Eurovisão "são um alvo privilegiado de ameaças e ataques por parte de vários grupos terroristas" e, nos últimos anos, "vários grupos terroristas têm trabalhado ativamente para levar a cabo ataques contra israelitas e judeus em Israel e no estrangeiro".
Lembrando que só em 2024 "registaram-se 360 protestos e manifestações anti-israelitas na Suíça", o organismo afirmou que se prevê "que estas continuem durante o concurso".
Assim, o Conselho de Segurança Nacional recomendou os cidadãos a manterem-se "afastados destes focos de fabricação e manifestações, que podem transformar-se em violência", uma vez que "há receio de que apoiantes do terrorismo ou terroristas individuais tentem misturar-se numa manifestação".
Os cidadãos foram ainda aconselhados a "evitar ir a grandes eventos associados a Israel que não ofereçam proteção de segurança" e "evitar partilhar detalhes sobre a sua localização ou planos de viagem nas redes sociais".
Além disso, devem também "evitar exibir símbolos israelitas e judeus em público" e "evitar falar sobre o serviço militar ou de reserva, ou sobre a situação de segurança em Israel", além de "evitar publicar qualquer conteúdo relacionado nas redes sociais".
Sublinhe-se que, na semana passada, mais de 70 ex-participantes do Festival Eurovisão da Canção, entre os quais Salvador Sobral, divulgaram uma carta aberta apelando à União Europeia de Radiodifusão (UER) para excluir a participação da emissora israelita KAN.
A participação de Israel na Eurovisão no ano passado foi bastante criticada devido ao conflito na Faixa de Gaza. Antes do evento, a organização defendeu que "o Festival Eurovisão da Canção é um concurso para as emissoras públicas de toda a Europa e do Médio Oriente". "É um concurso para as emissoras - não para governos - e a emissora pública israelita participa no concurso há 50 anos", reiterou.
Questionada sobre o facto de a Rússia ter sido expulsa do festival, em 2022, após a invasão da Ucrânia, a UER explicou que o país liderado por Vladimir Putin violou as suas "obrigações" enquanto membro e violou "os valores dos meios de comunicação social públicos".
Este ano, a estação de televisão israelita escolheu Yuval Raphael, uma sobrevivente do ataque do Hamas de 7 de outubro, como a sua representante. Já Portugal será representado pelos Napa com 'Deslocado'.
Sublinhe-se que, este ano, o Festival Eurovisão da Canção 2025 realiza-se entre 13 e 17 de maio, em Basileia, na Suíça, após a vitória de Nemo, com 'The Code', na edição do ano passado.
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