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Diogo Ramada Curto nomeado diretor-geral da Biblioteca Nacional

O historiador e professor catedrático Diogo Ramada Curto foi nomeado em regime de substituição para o cargo de diretor-geral da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), anunciou hoje o Ministério da Cultura.

Diogo Ramada Curto nomeado diretor-geral da Biblioteca Nacional
Notícias ao Minuto

14:15 - 22/04/24 por Lusa

Cultura BNP

Segundo o gabinete da ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, Diogo Ramada Curto "assume o lugar deixado vago pela anterior diretora-geral, Maria Inês Cordeiro, pelo termo da comissão de serviço, seguida da sua aposentação em março deste ano."

Diogo Ramada Curto, nascido em Lisboa, em 1959, é professor catedrático no Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-Nova), onde se licenciou em História, se doutorou em Sociologia Histórica, e lecionou nos departamentos de Sociologia e História, conforme a nota biográfica divulgada pelo Ministério da Cultura.

Foi professor visitante em diferentes instituições de ensino superior, como a École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, França, a Universitat Autònoma de Barcelona, em Espanha, a Brown University e a Yale University, nos Estados Unidos, e a Universidade de São Paulo, no Brasil.

Entre 2000 e 2008, ocupou a Cátedra Vasco da Gama em História da Expansão Europeia do Instituto Universitário Europeu, em Florença.

O trabalho de investigação desenvolvido pelo novo diretor-geral da BNP privilegia três áreas -- cultura escrita e intelectual, impérios e colonialismo, e cultura política --, somando dezenas de títulos e artigos dedicados a temas como globalização, história global e história dos impérios, história das ideias políticas, história da escravatura ao trabalho forçado, assim como a abordagem do livro e da leitura, na perspetiva da Sociologia Histórica.

Entre as suas mais recentes obras estão "Um país em bicos de pés - Escritores, artistas e movimentos culturais" (Edições70, 2023), e "O colonialismo português em África - De Livingstone a Luandino" (Edições70, 2020).

Em 2014, foi distinguido com o Prémio PEN Clube na categoria de Ensaio com o livro "Para que serve a história?" (Tinta da China, 2013) e, em 2015, com o Prémio Jabuti (coletivo) atribuído à obra "O Brasil colonial" (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2014).

Entre as obras de Ramada Curto contam-se igualmente "Políticas coloniais em tempo de revoltas - Angola circa 1961", em coautoria com Teresa Furtado e Bernardo Pinto da Cruz (Afrontamento, 2016), "Cultura imperial e projectos coloniais, séculos XV-XVIII" (Campinas, Unicamp, 2009), e "Bibliografia da História do Livro em Portugal" (BNP, 2005).

Foi cofundador e diretor da coleção "Memória e Sociedade" da antiga editora Difel, que somou quarenta títulos de história e ciências sociais entre 1988 e 2005, e de "História e Sociedade", nas Edições70 do Grupo Almedina, com 24 títulos, desde 2010, com Nuno Domingos e Miguel Jerónimo. É coorganizador de "A Expansão Marítima Portuguesa. 1400-1800" (Edições70, 2010).

A anterior diretora-geral da BNP, Maria Inês Cordeiro, tinha sido reconduzida no cargo em 2019, estando à frente da instituição desde setembro de 2012.

Maria Inês Cordeiro é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, fez uma pós-graduação de Bibliotecário Arquivista pela Universidade de Coimbra, e é doutorada em Ciências da Informação, pela Universidade de Londres.

Antes de assumir o cargo de subdiretora da BNP, em 2006, Maria Inês Cordeiro foi bibliotecária assessora da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, responsável pelo setor de Gestão de Sistemas de Informação e Projetos de Inovação entre 1997 e 2006.

Anteriormente, tinha desempenhado funções de chefe de Divisão e diretora de Serviços na BNP, onde prestou serviço entre 1986 e 1997.

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