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25 de Abril: "Uma grande reportagem sobre maior aventura do nosso tempo"

O livro "Capitães de Abril -- A Conspiração e o Golpe", de Rui Cabral e Luís Pinheiro de Almeida, apresentado hoje, em Lisboa, é "uma grande reportagem sobre a maior aventura do nosso tempo", disse à Lusa um dos autores.

25 de Abril: "Uma grande reportagem sobre maior aventura do nosso tempo"
Notícias ao Minuto

00:01 - 13/04/24 por Lusa

Cultura 25 de Abril

"Este livro pretende ficar para a posteridade", apesar de ser "um sonho um bocado megalómano, mas é um bocado o que sentimos ao fazer este livro", disse o jornalista Rui Cabral à agência Lusa, no final da apresentação de "Capitães de Abril -- A Conspiração e o Golpe", realizada hoje no auditório da Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa.

Editado pelas Edições Colibri, com o apoio da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril e da Agência Lusa, onde os dois jornalistas e autores trabalharam, a obra recupera "todo o movimento de capitães, a partir do 1.º Congresso da Liga dos Combatentes", realizado em junho de 1973, onde ocorreram "as primeiras contestações dos militares do quadro", acrescentou Rui Cabral.

Os dois autores seguiram depois "todo esse percurso conspirativo que desembocou no 25 de Abril, o golpe e [a tomada de] todos os objetivos que tinham sido planeados: a RTP, o aeroporto, a Emissora Nacional, o quartel-general, o Rádio Clube Português", com uma descrição, "o máximo possível jornalística e objetiva como se de uma grande reportagem se tratasse", observou.

"No fim de contas, é uma grande reportagem sobre a maior aventura do nosso tempo", sustentou Rui Cabral, sublinhando o facto de a obra ter sido apresentada pelo coronel Rodrigo Sousa e Castro, que, em 1973, fezparte da Comissão Coordenadora do Movimento dos Capitães, na clandestinidade.

"Um capitão de Abril, um valoroso capitão de Abril que [no lançamento] deu uma explicação muito perfeita dos acontecimentos e de como tudo se desenrolou", frisou.

Rui Cabral observou ainda ter sido "muito cansativo, mas muito entusiasmante" o processo de escrita do livro, com o qual foram recuperar um trabalho que ambos tinham elaborado nos 20 anos do 25 de Abril, editado pela agência Lusa -- a revista "25 de Abril -- memórias" - e que "foram desenvolvendo".

"Capitães de Abril -- a Conspiração e o Golpe" tem ainda "um pormenor muito importante", indicou Rui Cabral, acrescentando que, "talvez pela primeira vez", foram buscar a "chamada 'arraia-miúda' da revolução".

"Os furriéis, os aspirantes milicianos, aqueles que estavam a estudar, chumbaram o ano e foram para a guerra, ou foram para a tropa e estavam em vias de ir para a guerra... E quando o capitão revoltoso lhes pergunta se alinham, eles dizem 'É para irmos para casa? Vamos já todos!'", enfatizou.

Admitindo que a história do 25 de Abril "é feita de múltiplas histórias", o antigo jornalista da Lusa referiu que, tanto ele como Luís Pinheiro de Almeida pretenderam fazer um livro "muito pedagógico".

E muito de acordo com "o jornalismo de base de agência, que é muito rigoroso", sublinhou, acrescentando que, depois, foi possível "'pintar por cima' com verdade, com realidade" e "dar-lhe cor".

"Dar cor a essa grande aventura" que foi o 25 de Abril de 1974, concluiu.

Leia Também: 25 Abril. Exposição põe MFA no lugar da História que lhe pertence

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