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Israel. Profissionais subscrevem petição contra presença em Veneza

Um abaixo-assinado que pede a exclusão de Israel da 60.ª edição da Bienal de Arte de Veneza reuniu milhares de assinaturas de profissionais do mundo artístico, justificadas pelas ações do Estado Judaico sobre os palestinianos.

Israel. Profissionais subscrevem petição contra presença em Veneza
Notícias ao Minuto

13:21 - 27/02/24 por Lusa

Cultura Bienal de Arte de Veneza

"Nós, os subscritores, pedimos a exclusão de Israel da Bienal de Veneza. Com o mundo da arte a preparar-se para visitar o diorama de estados-nação no Giardini, dizemos que dar uma plataforma a arte que representa um Estado empenhado em atrocidades em curso contra palestinianos em Gaza é inaceitável. Não ao Pavilhão do Genocídio na Bienal de Veneza", pode ler-se no primeiro parágrafo do documento.

Ao final da manhã de hoje, eram perto de 9.000 as assinaturas, incluindo artistas, realizadores, arquitetos, professores e curadores que já passaram por Veneza no passado, vencedores de alguns dos principais prémios artísticos a nível mundial e também subscritores portugueses.

A lista inclui figuras como a franco-marroquina Yto Barrada, a norte-americana Nan Goldin, o britânico Jesse Darling, vencedor do prémio Turner em 2023, o diretor do Museu da Palestina nos Estados Unidos, Faisal Saleh, ou a coreógrafa portuguesa Carlota Lagido, a curadora Marta Mestre e as artistas Anabela Veloso e Tatiana Macedo, entre muitos outros.

Os signatários criticam o que consideram ser o duplo critério da organização da Bienal entre o que está a acontecer na Faixa de Gaza e a invasão da Ucrânia pela Rússia e recordam que "não há liberdade de expressão para os poetas, artistas e escritores palestinianos mortos, silenciados, presos, torturados e impedidos de viajar para fora ou dentro de Israel".

A 60.ª Bienal de Arte de Veneza vai acontecer entre 20 de abril e 24 de novembro deste ano, sob o título de "Foreigners Everywhere" ("Estranhos por todo o lado", em tradução livre do inglês), com curadoria do brasileiro Adriano Pedrosa.

Israel participa com um projeto com o título "Motherland" ("Pátria", também em tradução livre", da artista Ruth Patir, com Michael Gov e Arad Turgeman como comissários e Mira Lapidot e Tamar Margalit como curadores.

A atual guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada pelo ataque do grupo extremista em 07 de fevereiro contra território israelita, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades.

A resposta israelita, com uma ofensiva por mar, ar e terra, matou mais de 29.800 pessoas na Faixa de Gaza, de acordo com o Hamas, que controla o enclave desde 2007.

O conflito fez também quase dois milhões de deslocados (mais de 85% dos habitantes), mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com toda a população afetada por níveis graves de fome que já está a fazer vítimas, segundo a ONU.

Leia Também: ONU acusa Israel de manter ataques contra hospitais de Gaza

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