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Polémica estátua de Robert E. Lee derretida para obras de arte

Uma estátua do general confederado Robert E. Lee, que foi o ponto focal de um protesto nacionalista branco mortal em 2017, foi derretida e será reaproveitada em obras de arte.

Polémica estátua de Robert E. Lee derretida para obras de arte
Notícias ao Minuto

06:49 - 28/10/23 por Lusa

Cultura Polémica

O Jefferson School African American Heritage Center, um museu de história negra com sede em Charlottesville, disse hoje que a estátua foi destruída.

O Conselho Municipal de Charlottesville votou em 2021 para doar a estátua ao centro de património, depois de propor um projeto Swords into Plowshares (espadas em arados), que derreteria a estátua e a reutilizaria em "arte pública a expressar os valores da cidade de inclusão e justiça racial", de acordo com a proposta apresentada à cidade.

A estátua foi retirada em 2021, após anos de debate e atrasos.

Os protestos contra o plano de remoção da estátua estiveram na origem da violenta manifestação "Unir a Direita" em 2017.

Foi durante essa manifestação que James Alex Fields Jr., um admirador declarado de Hitler, conduziu intencionalmente o seu carro contra uma multidão de contra-protestantes, matando Heather Heyer, de 32 anos, e ferindo outras 19 pessoas. Fields encontra-se a cumprir uma pena de prisão perpétua.

Em 2022, dois grupos que tinham procurado preservar a estátua tentaram impedir a cidade de a doar ao centro de património, mas um juiz rejeitou o caso.

Hoje, durante uma conferência de imprensa, os funcionários do centro histórico disseram que planeiam solicitar propostas sobre como reutilizar a estátua.

O centro espera escolher um artista no próximo ano e está a levar a cabo uma campanha de angariação de fundos no valor de 4 milhões de dólares (cerca de 3,7 milhões de euros).

O bronze da estátua foi moldado em lingotes com as palavras "swords into plowshares", alguns dos quais estavam em exposição na conferência de imprensa.

"Os nossos esforços não têm sido no sentido de remover a história, mas de testemunhar as verdades sobre o nosso passado racista e as nossas aspirações a um futuro mais equitativo", afirmou Andrea Douglas, diretora do centro de património.

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