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Alfarrabista emblemático de Faro, Carlos Simões, morre aos 79 anos

O único alfarrabista de Faro durante mais de 20 anos e pessoa conhecida nos meios culturais do sul do país, Carlos Simões, morreu na sexta-feira aos 79 anos, segundo a agência funerária Correia.

Alfarrabista emblemático de Faro, Carlos Simões, morre aos 79 anos
Notícias ao Minuto

07:56 - 04/12/22 por Lusa

Cultura Alfarrabista

De acordo com o obituário publicado nas redes sociais, o emblemático alfarrabista, nascido em 25 de julho de 1943, tem o seu velório na segunda-feira, a partir das 10:30, na Igreja de São Luís, em Faro, e o funeral será realizado para o novo cemitério da capital algarvia logo a seguir à celebração de uma missa que está prevista começar às 11:30 do mesmo dia.

A livraria que Carlos Simões teve na Rua do Alportel, em Faro, foi forçada a encerrar em julho de 2015, devido a uma ordem de despejo, depois de mais de 20 anos disponível para os clientes, que procurassem livros raros e fora dos circuitos de impressão.

O alfarrabista não levou consigo na altura nenhuma das centenas de milhares de obras que lá se encontravam, restando-lhe os livros que guardava no armazém onde "manteve a porta aberta durante mais alguns anos", segundo um cliente.

"Fui surpreendido pelas autoridades e nem tive tempo de selecionar o que queria, fiquei com o que já tinha neste armazém", contou à Lusa em 2015 o alfarrabista, apontando para as prateleiras do armazém, situada perto do local conhecido como a "Praceta do Rodolfo", em Faro, um espaço que anteriormente usava como apoio para armazenar o espólio.

O alfarrabista acabou por doar o acervo da antiga loja à Câmara Municipal de Faro, que organizou uma operação de seleção e distribuição entre a Biblioteca Municipal de Faro e a biblioteca da Universidade do Algarve.

Natural de Oliveira do Hospital, órfão, passou a infância e parte da adolescência em colégios da instituição Bissaya Barreto "até aos 17 ou 18 anos", tendo alimentado a paixão pelos livros desde pequeno.

Simões contou que, nessa altura, chegava a levar uma pequena lanterna para a cama, onde lia livros infantis e juvenis debaixo dos lençóis.

Em 2013, a Câmara Municipal de Faro atribuiu-lhe uma medalha de mérito, grau prata.

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