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Diretora do Teatro S.Luiz pediu para sair no final do mandato

A diretora artística do teatro S. Luiz, Aida Tavares, confirmou hoje à agência Lusa que pediu para sair do cargo cujo mandato terminava em janeiro de 2023, assegurando, porém, esta temporada, até ao final, em julho de 2023.

Diretora do Teatro S.Luiz pediu para sair no final do mandato
Notícias ao Minuto

16:58 - 30/11/22 por Lusa

Cultura s.Luis

A notícia do pedido de saída de Aida Tavares da direção artística do Teatro Municipal S. Luiz, por motivo "inteiramente pessoal", foi avançada hoje pelo jornal Público.

Em declarações à Lusa, Aida Tavares disse que tinha informado o conselho de administração da Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) de Lisboa, de que pretendia sair no final deste mandato.

"Tenho vinte anos de S. Luiz e dois mandatos como diretora artística, oito anos", disse, argumentando tratar-se de uma decisão que "não foi fácil", mas que representa "o fechar de um ciclo".

Os mandatos nos teatros municipais "felizmente são de quatro anos, o que é ótimo", disse Aida Tavares, alegando que a sua decisão decorre também da "mudança de ciclo na EGEAC e na Câmara [Municipal de Lisboa]".

"Considerei que era um bom momento para fechar aqui um ciclo profissional", disse, argumentando que "as pessoas não se podem eternizar à frente das instituições", além de ser "bom que haja mudanças".

Não tendo sido uma "decisão fácil" e que "durou alguns meses a pensar", Aida Tavares disse também que não queria que a decisão que tomou "estivesse associada a uma possibilidade de futuro concreta".

"Esta foi uma primeira etapa na minha vida, que foi fechar este ciclo que não fazia sentido continuar, pelas razões que já invoquei, e agora passamos ao segundo ciclo que é também esta liberdade que terei de, enfim, espero ter propostas e que haja novos desafios", disse.

A diretora artística do S. Luiz assegurará, contudo, esta temporada teatral até julho de 2023, para que haja "uma transição tranquila".

"Quando me reuni com o conselho de administração e os informei de que não queria ficar, também fiz logo a proposta e mostrei-me disponível para assegurar o final da temporada, porque acho mesmo que uma transição tranquila é bom para todos", salientou Ainda Tavares.

"[É bom] para quem vier a seguir, é bom para a equipa e é bom para os artistas que estão programados", disse, acrescentando que quem vier a seguir tem tempo para pensar "aquilo que deve fazer naquele teatro", por haver muita programação para a frente desenhada, com os concursos bienais e quadrienais.

Aida Tavares, que trabalha no S. Luiz desde 2002 e sucedeu no cargo ao programador José Luís Ferreira, em 2015, mostrou-se ainda "honrada por ter servido os artistas portugueses, o público e a extraordinária equipa do teatro" onde se sentiu "tão feliz".

"Provavelmente nunca vou sentir-me tão feliz como fui ali estes anos todos", pois o S. Luiz "é um sítio muito especial na minha vida", concluiu.

Em declarações ao Público, o presidente da EGEAC, Pedro Moreira, confirmou que, "não existindo nada em contrário, o que ficou definido -- depois de a própria solicitar a saída -- foi a manutenção de Aida Tavares até à conclusão da temporada 2022-23".

Pedro Moreira admitiu, porém, que o processo poderá alterar-se, caso se revele pertinente para as partes "antecipar" a passagem do testemunho, acrescenta o jornal.

Como se encontrará o sucessor de Aida Tavares, e nomeadamente se a escolha passará por concurso público, é algo que ainda está a ser ponderado pela EGEAC e pelo vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, Diogo Moura, escreve ainda o matutino.

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