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NOS Alive arrancou com pôr-do-sol dos Jungle e 'calor' dos The Strokes

Após duas edições adiadas devido à Covid-19, o festival NOS Alive regressou, na quarta-feira, ao Passeio Marítimo de Algés, naquele que foi um dia marcado pelas atuações de The Strokes e Jungle, assim como pela estreia do belga Stromae.

Uma tarde de calor deu lugar a uma noite amena, naquele que foi o primeiro dia da 14.ª edição do NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés. Até sábado, dia 9 de julho, grandes nomes da música nacional e internacional passarão pelos vários palcos do festival, após dois anos de interrupção devido à pandemia. Neste dia 6 de julho, contudo, os The Strokes eram os mais esperados, brindando os festivaleiros com uma atuação que se iniciou com um (ligeiro) atraso.

A brasileira Mallu Magalhães abriu o certame no Palco NOS, com uma plateia ainda morna. Contudo, (en)cantou com ‘Sambinha Bom’, do disco de 2011 ‘Pitanga’, além de trabalhos de ‘Esperança’, editado em 2021.

Por volta das 19h15, a multidão começou a movimentar-se em direção ao grande palco. Minutos depois, os ingleses Jungle fariam a plateia dançar ao som de ‘Keep Moving’, ‘The Heat’ e ‘Busy Earnin’’. Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson ‘puxaram’ constantemente pelo público, que respondeu a rigor. Lloyd-Watson ‘arranhou’ até umas palavras em português, lançando a questão “Lisboa, tudo bem?”.

O músico fez, também, uma ode aos The Strokes, que pisariam o mesmo palco mais tarde. “Are you gonna see The Strokes? I f*cking love The Strokes” (“Vão ver os The Strokes? Adoro os The Strokes”, em português), atirou, para uma multidão delirante, num concerto de terminou de mãos no ar.

De casa cheia, os The War on Drugs ganharam forças à medida que o sol se punha, interpretando ‘Strangest Thing’, ‘I Don't Live Here Anymore’ e ‘Under the Pressure’. Com um sonante “thank you” (“obrigado”) a cada música tocada, também Adam Granduciel fez um prefácio daquilo que estaria para vir, revelando estar “entusiasmado” para ver a atuação dos The Strokes.

“We love Lisbon, we always have the best time here” (“Adoramos Lisboa, divertimo-nos sempre muito aqui”, em português), assegurou.

O momento mais esperado da noite começou com cerca de 20 minutos de atraso. Ainda assim, os norte-americanos The Strokes foram recebidos por um mar de gente e, entre conversas e balbucias, Julian Casablancas fez o recinto vibrar – apesar de aparentar estar inebriado.

‘Is This It’, ‘Bad Decisions’ e ‘Someday’ foram alguns dos temas que ecoaram no palco principal do NOS Alive, que teve também direito a um arrastado “Lisboa” e “obrigado” de Casablancas. Mostrando estar a par do cancelamento da norte-americana Clairo, que não compareceu no festival por falta de voos a partir de Milão, a banda deu também os primeiros afines de ‘Sofia’, do álbum ‘Immunity’ (2019), num concerto em que a multidão cantou numa só voz.

Por sua vez, o belga Stromae, que se estreou em Portugal, transformou o recinto numa pista de dança com os êxitos ‘Papaoutai’ e ‘Alors on Danse’, encerrando o primeiro de quatro dias de festival.

Nos restantes palcos, passaram nomes como a fadista Cuca Roseta (EDP Fado Café), o músico Eu.Clides (Palco WTF Clubbing Stage), os Modest Mouse, e os Fontaines DC (Palco Heineken).

Recorde-se que, até sábado, o NOS Alive apresentará 165 atuações, repartidas por sete palcos, entre as quais se destacam Metallica, Da Weasel, Dino D'Santiago, Florence + The Machine, Imagine Dragons, Manel Cruz, Phoebe Bridgers, St. Vincent, Two Door Cinema Club, DJ Vibe e Três Tristes Tigres.

Leia Também: "As expetativas são muito grandes". Assim começou o NOS Alive

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