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Sandra Jürgens e Emília Tavares nomeadas para Comissão de Aquisição de Arte

As curadoras Sandra Vieira Jürgens e Emília Tavares foram nomeadas representantes da tutela da Cultura na Comissão para Aquisição de Arte Contemporânea para 2022, indica hoje um despacho publicado em Diário da República.

Sandra Jürgens e Emília Tavares nomeadas para Comissão de Aquisição de Arte
Notícias ao Minuto

12:21 - 27/06/22 por Lusa

Cultura Arte

De acordo com o despacho, assinado pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, as duas curadoras vão integrar a comissão responsável pelo programa anual de aquisição de arte contemporânea do Estado.

"Face à necessidade de substituir os representantes do membro do Governo responsável pela área da cultura na Comissão para o remanescente do biénio 2021-2022, procede-se agora à sua nomeação", pode ler-se no despacho.

Sandra Vieira Jürgens e Emília Tavares vão substituir os anteriores representantes para o biénio, nomeadamente David Santos, ex-curador da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), que pediu para sair do cargo alegando motivos pessoais, e Graça Rodrigues, técnica especialista do gabinete da anterior ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Em janeiro de 2021 tinham sido também nomeados membros da Comissão para Aquisição de Arte a curadora independente Ana Anacleto, a artista e docente universitária Carla Cruz, o artista e docente universitário Fernando J. Ribeiro e o artista Horácio Frutuoso.

Também integravam o grupo a historiadora e investigadora Mariana Pinto dos Santos e o artista e professor universitário Pedro Portugal.

O Governo criou a Comissão para Aquisição de Arte Contemporânea em maio de 2019, com a missão de identificar obras de artistas plásticos contemporâneos, tendo em vista a respetiva integração no programa de aquisição de arte contemporânea portuguesa do Estado.

Nesse contexto, estabeleceu que fazem parte da comissão dois representantes do membro do Governo responsável pela área da Cultura.

Para "concluir o biénio de 2021-2022" nesse estatuto, a tutela nomeou a historiadora de arte Sandra Vieira Jürgens, curadora da CACE desde maio deste ano, e Emília Tavares, curadora no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.

O despacho produz efeitos no dia seguinte ao da publicação.

Criada nos anos 1970 com o objetivo de se converter numa coleção representativa da produção artística nacional, a então "Coleção SEC" foi fazendo aquisições ao longo das décadas, mas ficou paralisada durante cerca de 20 anos.

As aquisições foram retomadas em 2019, através da criação de comissões para identificar obras de artistas plásticos contemporâneos, com vista à integração no programa de aquisição de arte contemporânea portuguesa do Estado.

Esse programa foi relançado pelo Governo depois de um grupo de 200 artistas plásticos ter exigido, em 2018, medidas urgentes para o setor da arte contemporânea ao primeiro-ministro, António Costa, que criou um programa de aquisições a dez anos, começando com um orçamento de 300 mil euros para 2019.

Desde então, foram criadas duas comissões de aquisição, com especialistas da área, e, com aquele valor, adquiridas 21 obras de arte em 2019, no ano seguinte, com um orçamento de 500 mil euros, mais 65 foram compradas, e, em 2021, com um valor de 650 mil euros, outras 73 obras.

Para este ano está prevista uma verba de 800 mil para novas aquisições de obras de arte para a CACE.

Na CACE estão representados alguns dos mais importantes artistas portugueses, como Julião Sarmento, Artur Bual, Júlio Pomar, Maria Keil, Ilda David, Júlio Resende, Helena Almeida, Noronha da Costa, José Guimarães, Abel Manta ou Nikias Skapinakis.

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