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'Sem_Título' de Ariel Farace no Teatro da Comuna

O espetáculo "Sem_Título", do multipremiado autor argentino Ariel Farace, que aborda a vulnerabilidade decorrente de estados de isolamento, chega ao Teatro da Comuna, em Lisboa, no dia 25 de maio, com encenação de Patrícia Soso e em estreia nacional.

'Sem_Título' de Ariel Farace no Teatro da Comuna
Notícias ao Minuto

16:07 - 20/05/22 por Lusa

Cultura Teatro

Com produção do Casulo - Núcleo de Artes Performativas do Grémio Dramático, esta adaptação coloca em primeiro plano a questão da vulnerabilidade humana, decorrente dos repetidos estados de isolamento, procurando entender a tensão existente entre o querer aproximar e a necessidade de afastar, explica a produção em comunicado.

Escrito entre 2004 e 2005, o texto teve a sua estreia nessa altura em Buenos Aires e foi apresentado no Brasil em 2014, sendo esta a primeira vez que é encenado em Portugal, de acordo com o mesmo comunicado.

Segundo os organizadores, o olhar de Patrícia Soso sobre este texto surge no rescaldo da situação pandémica, que conduziu a consecutivos estados de isolamento.

"Durante o período de quarentena, numa das quotidianas idas à ilha de lixo, e das poucas possibilidades que tinha de sair de casa, senti-me numa situação idêntica à apresentada em 'Sem_Título'", recordou a encenadora.

Para o processo de criação, Patrícia Soso estabeleceu um paralelismo entre as consequências sociais sentidas durante esse período e as que são relatadas no texto de Ariel Farace.

"Como planetas, sentimos a força da atração pelo outro, mas, ao entrarmos nos universos de cada um, percebemos as forças que atuam nas suas subjetividades. Pensando a dramaturgia e a encenação como documentos residuais da história, este trabalho assenta num desejo de entender como estamos hoje e como nos relacionaremos a partir de agora", descreve a produção.

Nesta criação, as histórias de Ana, Ulisses e Laura, fechados nos seus próprios planetas, encontram-se, e, a partir daí, novas rotas serão traçadas.

"Uma obra que deita um olhar delicado sobre a singularidade e a fragilidade das nossas vidas", aqui interpretada por Carla Madeira, Marlene Barreto e Valter Teixeira.

Segundo a encenadora, "embora o texto tenha sido escrito muito antes, já se desenhavam, nas relações contemporâneas, as características que a atual pandemia veio tornar mais evidentes: o isolamento, a solidão, o medo, o consumo e o descarte".

O espetáculo vai estar em cena até dia 29 de maio.

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