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Faustin Linyekula, Ali Chahrour e Vera Mantero no Alkantara Festival

Os artistas Faustin Linyekula, Ali Chahrour, Sonya Lindfors, Francisco Camacho e Vera Mantero estão entre as 20 propostas da programação deste ano do Alkantara Festival, que decorrerá de 13 a 28 de novembro, em vários espaços de Lisboa.

Faustin Linyekula, Ali Chahrour e Vera Mantero no Alkantara Festival
Notícias ao Minuto

07:33 - 13/10/21 por Lusa

Cultura Lisboa

Definindo-se como uma "montra da efervescência do circuito internacional das artes performativas", o festival, que conta com a direção artística de Carla Nobre Sousa e David Cabecinha, volta a acontecer na capital com uma programação de teatro, dança, performance, conversas com artistas, debates e aulas práticas.

Nesta edição, a seleção de artistas passa por Faustin Linyekula e Nacera Belaza, alguns em estreia nacional -- como Ali Chahrour, Dana Michel e Sonya Lindfors -- e artistas portugueses, entre os quais Francisco Camacho e Vera Mantero.

Estão ainda programados projetos cujo conceito ou execução são menos convencionais, como a performance com um livro e uma coreografia de Clara Amaral, e a instalação-performance de Gabriela Carneiro da Cunha, que dá a ouvir o ecossistema do Rio Xingu, no Brasil.

Ao longo de 16 dias, a edição do Alkantara Festival 2021 regressa a palcos de Lisboa como a Culturgest, o Centro Cultural de Belém, o São Luiz Teatro Municipal, o Teatro do Bairro Alto e o Teatro Nacional D. Maria II, com 20 propostas artísticas, oito delas apresentadas em estreia nacional, dois projetos que se realizam no espaço público, e três que podem ser vistos no Espaço Alkantara, situado no bairro de Santos.

O arranque do festival será marcado pelo bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula - em 2016 artista convidado da Bienal Artista na Cidade, em Lisboa - que irá apresentar, em estreia nacional, "História(s) do Teatro II", nos dias 13 e 14 de novembro, na Culturgest, uma peça que revisita a nação congolesa nos anos 1970 e a criação do Ballet National du Zaire, com três dos seus membros originais.

A programação continua com "Jezebel", da coreógrafa holandesa Cherish Menzo, a 13, 14 e 15 de novembro, no Centro Cultural de Belém, na qual a artista se assume como "protagonista de um universo musical controlado por homens, o hip hop, para desconstruir estereótipos associados ao corpo hipersexualizado da mulher", segundo a programação enviada à agência Lusa.

Nesses dias, a artista italiana Chiara Bersani estará no Teatro Nacional D. Maria II, com Gentle Unicorn, para refletir sobre o significado político dos corpos, partindo da sua experiência de um corpo com deficiência para combater a estigmatização.

Nesse fim de semana, a artista portuguesa Clara Amaral apresenta "She gave it to me I got it from her", na Biblioteca Palácio Galveias, numa programação com o Teatro do Bairro Alto. Clara Amaral tem desenvolvido um trabalho feminista, interseccional e interdisciplinar para explorar o aspeto performativo da leitura e da linguagem.

Segue-se "A Onda", da coreógrafa franco-argelina Nacera Belaza, no São Luiz Teatro Municipal, no dia 19 de novembro, em sessão única, uma peça em que "o domínio absoluto do movimento se estende aos elementos cénicos, que a coreógrafa doma habilmente e que sublimam os gestos".

Nos dias seguintes, Gaya de Medeiros, artista brasileira a viver em Portugal, estará no Teatro Nacional D. Maria II, a apresentar, em antestreia, "Atlas da Boca", uma investigação feita por dois corpos trans - Gaya de Medeiros e Ary Zara - sobre a boca "enquanto ponto de interseção das dicotomias identidade/voz, público/privado e erotismo/política".

De 21 a 23 de novembro, no São Luiz Teatro Municipal, Giorgia Ohanesian Nardin, "agitadora queer" de ascendência arménia, apresenta "Gisher | ?????", uma performance-vídeo que reúne o público à volta de uma fogueira, para um olhar sobre a Arménia e a partilha de experiências.

Os encontros dos dias seguintes trazem outros eixos de pensamento. Nos dias 18, 19 e 20 de novembro, Gabriela Carneiro da Cunha leva ao TBA "Altamira 2042", testemunhos sobre o desastre ambiental e social provocado nas margens do rio Xingu, no Estado do Pará, Brasil, com a construção de uma estação hidroelétrica.

Na última semana do festival, decorrerão ainda várias estreias nacionais, nomeadamente nos dias 24 e 25 de novembro, do artista libanês Ali Chahrour, pela primeira vez em Portugal, no Teatro Nacional D. Maria II, com "Contado pela minha mãe", uma peça em que o criador de Beirute apresenta um relato familiar que tem como pano de fundo a sociedade libanesa.

Por seu turno, a coreógrafa portuguesa Vera Mantero apresentará a sua mais recente criação na Culturgest, nos dias 25, 26 e 27 de novembro, poucos dias após a estreia no Teatro Municipal do Porto, intitulada "O Susto é um Mundo", que explora "a relação entre opostos enquanto mecanismo de tolerância indispensável para combater o totalitarismo, fascismo e ecocídio".

A performer e coreógrafa canadiana Dana Michel, galardoada em 2017 com um Leão de Prata na Bienal de Veneza, interpreta, em estreia nacional, "Cutglass Spring", uma performance na qual, "usando referências, objetos e imagens que a definem, procura compreender o mistério em que se tornou a sua identidade sexual".

Também pela primeira vez em Portugal, Sonya Lindfors apresenta "Cosmic Latte" nos dias 26 e 27 de novembro, um trabalho sobre identidade negra, "redefinida e reimaginada através de noções do afrofuturismo", numa realidade utópica, que acontece em 3021.

Nesta edição, o Alkantara Festival abarca ainda programação proposta pela rede Terra Batida, que "defronta formas de violência ecológica e políticas de abandono", e pelo coreógrafo e bailarino Francisco Camacho, que, no palco do São Luiz Teatro Municipal, apresentará o espetáculo "Velh?s", enquadrado no programa "Dança sem Idade", desafiando as ideias pré-estabelecidas sobre a idade até à qual se pode dançar.

Iniciado em 1993 por Mónica Lapa, na altura com o nome "Danças na Cidade", o Alkantara voltou a ser um festival anual em 2020, com o objetivo de manter uma identidade internacional, com abertura à experimentação e cultura contemporânea.

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