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Orquestra e Banda de Jovens da Feira celebra 25 anos com concerto

A Orquestra e Banda Sinfónica de Jovens (OBSJ) de Santa Maria da Feira realiza no sábado, no Europarque, o concerto comemorativo dos seus 25 anos de atividade a formar estudantes desse concelho do distrito de Aveiro, com "rigor profissional".

Orquestra e Banda de Jovens da Feira celebra 25 anos com concerto
Notícias ao Minuto

13:17 - 17/09/21 por Lusa

Cultura Europarque

O projeto nasceu em 1994 quando autarquia e escolas de música locais decidiram reunir os seus jovens instrumentistas em estágios de verão e, dois anos depois, o conceito evoluiu para um formato bipartido com atividade regular, então sob a direção artística do maestro Osvaldo Ferreira e, desde 2004, sob a liderança de Paulo Martins.

Envolvendo uma média de 100 músicos distribuídos pelas duas formações e um calendário de sete a 10 estágios por ano, com os respetivos concertos finais, a OBSJ já atuou em Espanha, França, Itália, Bulgária e Alemanha, tendo trabalhado ao longo dos anos com maestros como Carlos Fontes, Leonardo Barros, Ivo Cruz, Sokhiev Tugan, Joana Carneiro, Cesário Costa, Ernest Schelle, Pascual Vilaplana, Jan Cober, António Saiote, Teodoro Barberán, Rafael Garrigos e Henrie Adams.

Quanto a solistas, tanto a orquestra como a banda já acompanharam nomes como Sofia Escobar, Ana Bacalhau, Iria Perestrelo, Pedro Rodrigues, Kyrill Rybakov, Luís Carvalho e o grupo Vozes da Rádio, sendo os jovens mais destacados de cada coletivo frequentemente convidados a protagonizar os seus próprios solos, para assim acumularem experiência em situações de maior pressão.

"Santa Maria da Feira é, neste momento, um dos concelhos do país que tem mais profissionais na música, e grande parte desses músicos passaram por este projeto. Vamos na nossa segunda geração e, no sábado, teremos, na primeira parte do espetáculo, um músico cuja filha também já vai atuar na segunda parte do concerto", declara à Lusa o maestro Paulo Martins.

Constituída sobretudo por músicos dos 12 aos 30 anos, a OBSJ conta com uma estrutura logística e financeira que, na sua maior parte, é assegurada pela Câmara Municipal, mas beneficia também de verbas da Direção-Geral das Artes, nomeadamente com recurso a um programa que assegurará ao projeto o apoio do Ministério da Cultura durante os próximos dois anos.

Com maior ou menor apoio, contudo, o projeto "tem tido uma atividade ininterrupta e sobreviveu sempre ao longo dos anos", conferindo a jovens músicos "a mais-valia pedagógica, artística e profissionalizante" da atuação em grupo, o que Paulo Martins diz que lhes assegura "não só experiência e traquejo", mas também "o incentivo adicional da motivação e do exemplo".

Esse "estímulo constante, como numa bola de positividade", é o aspeto mais valorizado pela fagotista Maria Castro, de 33 anos, que entrou para a OBSJ aos 11, fez parte das duas formações da estrutura durante uma década e, após terminar a sua formação em escolas portuguesas, prosseguiu estudos na Alemanha, acabando por trabalhar em orquestras de países como Finlândia, Holanda, Escócia, Suíça, Alemanha, Áustria, Japão e China.

Regressada a Portugal para passagens pela Casa da Música e pela Orquestra Clássica do Sul, garante: "Só a estudar numa academia nunca atingiria uma evolução igual. Uma coisa é ter aulas de instrumento e tocar sozinha, e outra muito diferente é prestar provas numa audição com júri, competir com outros músicos para ver quem entra para a orquestra e depois atuar entre os melhores e querer progredir sempre cada vez mais, para não prejudicar o trabalho dos outros".

Recordando a sua experiência na estrutura, que agora celebra 25 anos, Maria Castro realça que, uma vez integrada no projeto, "a evolução foi muito rápida". Notou "uma diferença enorme em apenas alguns meses", sobretudo ao nível rítmico, de afinação e de literacia musical, e esse progresso moldou também o seu crescimento social, num ambiente em que criou "amizades para toda a vida".

"Este projeto foi, sem dúvida, uma das grandes bases da minha formação artística e pessoal", conclui.

O repertório do concerto deste sábado, no Grande Auditório do Europarque, não foi totalmente desvendado, mas a direção da OBSJ promete "uma viagem pela história e pelas memórias" de um projeto musical e artístico "que influenciou o percurso de centenas de jovens do território, muitos deles com uma carreira musical de relevo no país e no estrangeiro".

A primeira parte do espetáculo será protagonizada por 54 músicos da Banda Sinfónica de Jovens, num registo ao estilo fanfarra, seguindo-se "um momento de tango" e o último andamento de 'West Side Story', que representa um dos grandes êxitos do coletivo.

Já a segunda parte do concerto, pela Orquestra, igualmente a cargo de 54 músicos, arrancará com a 'Dança Húngara n.º 5' de Brahms, antes de avançar para ritmos sul-americanos e terminar com a suite alentejana do 'Fandango' de Luís Freitas Branco.

Leia Também: Orquestra Clássica da Madeira quer o renascer da vida cultural da região

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