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Festival Estoril Lisboa abre com homenagem a vítimas da Covid-19

O 47.º Festival de Música Estoril Lisboa abre hoje com uma "Homenagem às vítimas e aos que combatem a pandemia", pelo Ensemble Darcos, que interpreta uma versão de câmara da "Canção da Terra", dirigida pelo maestro Nuno Côrte-Real.

Festival Estoril Lisboa abre com homenagem a vítimas da Covid-19
Notícias ao Minuto

06:36 - 25/06/21 por Lusa

Cultura Festival de Música Estoril Lisboa

O concerto, previsto para a Igreja de S. Roque, em Lisboa, "por motivos técnicos" associados à pandemia, efetua-se, às 21h00 no auditório do Museu do Oriente, anunciou a organização.

A interpretação da "Canção da Terra", além do Ensemble Darcos, conta com a participação da meio-soprano Cátia Moreso e do tenor Marco Alves dos Santos.

Com direção artística de José Piñeiro Nagy, o festival evoca nesta edição várias efemérides: o quinto centenário da morte do rei D. Manuel I e da viagem de circum-navegação, capitaneada por Fernão de Magalhães, ao serviço da coroa espanhola, os 75 anos da morte do compositor espanhol Manuel de Falla (1846-1946) e o 95.º aniversário da estreia do seu Concerto para Cravo, composto para Wanda Landowska, estreado em 05 de novembro de 1926, em Barcelona.

O Festival decorre até 18 de dezembro em diferentes cenários, do Teatro de S. Carlos, à igreja de S. Vicente de Fora, da Sé Patriarcal, ao Convento dos Cardaes e ao auditório da Escola Secundária Camões, em Lisboa, passando ainda pelo Hotel Palácio, no Estoril, e as Casas da Gandarinha-Centro Cultural de Cascais.

O festival conta com as estreias do "Magnificat", encomendado ao compositor Nuno Côrte-Real, dedicado a D. Manuel I (1469-1521), e de uma obra baseada no "Auto da Alma", de Gil Vicente, encomendada a Tiago Derriça.

Da programação consta ainda o "Requiem pelo Venturoso", cognome do soberano, e que se traduz numa possível "reconstituição musical da Missa de Requiem, aquando da trasladação do corpo do rei para a nova Capela-Mor dos Jerónimos, [em Lisboa], a mando de D. Sebastião, [e que pode], de certo modo, sintetizar o espirito da 47.ª edição do festival", afirmou Nagy, na apresentação da programação.

O "Requiem pelo Venturoso" tem a sua estreia prevista para 26 de novembro, na igreja do Mosteiro dos Jerónimos pelo ensemble Polyphonos, acompanhado por um conjunto instrumental, sob a direção do maestro José Pedro Bruto da Costa, e por Sérgio Silva, em órgão.

A encomenda a Tiago Derriça, dedicada ao quinto centenário da morte de D. Manuel I, estreia-se no dia 3 de dezembro, na igreja dos Jerónimos.

No programa deste concerto, constam ainda as estreias nacionais de "Te Lucis ante terminum" e "Imno Sacro", de Alberto Colla, "O Magnum Misterium", de Vito Zuraj, e "Veni Creator", de Gabriel Erkoreka. Este concerto é protagonizado pelo coral Voces Caelestes, sob a direção de Sérgio Fontão, acompanhado pelo organista João Santos.

O "Magnificat Manuelino", de Nuno Côrte-Real, estreia-se no dia 16 de dezembro, na igreja de S. Domingos, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Officium Ensemble, sob a direção do compositor.

Leia Também: Festival de Música Estoril Lisboa homenageia vítimas da pandemia

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