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'Cantar dos Reis' de Ovar inscrito como Património Cultural Imaterial

A Direção-Geral do Património Cultural inscreveu a tradição natalícia de Ovar conhecida como "Cantar dos Reis" no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, foi hoje publicado em Diário da República.

'Cantar dos Reis' de Ovar inscrito como Património Cultural Imaterial
Notícias ao Minuto

13:00 - 23/11/20 por Lusa

Cultura Reis

Com a publicação do anúncio da inscrição em DR, datada de 30 de outubro, fica concluído o processo de inscrição desta tradição no inventário, que foi iniciado em 2014 pela Câmara de Ovar, no distrito de Aveiro, e esteve em consulta pública.

"A inscrição do 'Cantar dos Reis em Ovar' no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial reflete os critérios (...) relativos à importância da manifestação do património cultural imaterial enquanto reflexo da identidade da comunidade em que esta tradição se originou e se pratica", justifica, em DR, o subdiretor-Geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos.

Ainda segundo esse responsável, a decisão confirma também o valor da "produção e reprodução efetivas que caracterizam esta manifestação do património cultural na atualidade, traduzida em práticas transmitidas intergeracionalmente no âmbito da comunidade de Ovar, com recurso privilegiado à oralidade e envolvimento empírico".

Na página da Internet "MatrizPCI", do qual consta o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, a tradição vareira é designada como "Cantar os Reis" - que, ao nível da preposição gramatical, é diferente em relação aos documentos citados em Diário da República - e descrita como "uma prática poético-musical multilocalizada, performada em coletivo em espaços públicos e privados do concelho de Ovar, por ocasião da Festa dos Reis Magos, a 06 de janeiro".

A mesma plataforma indica que esse tipo de apresentação "envolve a performance musical de repertórios polifónicos próprios, contendo partes solísticas, por grupos corais e instrumentais" conhecidos como "trupes ou troupes", que assim se dirigem a indivíduos ou instituições específicas com "mensagens cantadas".

Essas composições são "alusivas aos valores de base cristã e inspiradas pelos episódios do ciclo de Natal, nomeadamente o da visita dos Reis Magos".

O mesmo 'site' da Direção-Geral do Património Cultural refere que a atuação das trupes de reis envolve trocas materiais - de alimentos, bebidas e dinheiro - e simbólicas - de música, poesia, canto, homenagem e reconhecimento pessoal. O objetivo é contribuir "para a afirmação e redefinição permanente dos papéis sociais, sendo a performance musical o principal interface dessa relação dialógica".

A prática está documentada desde o século XIX, sendo que um dos aspetos retransmitido através de gerações é a obrigação de o repertório musical disseminado pelas trupes "incluir uma sequência codificada de três peças designadas localmente por Saudação, Mensagem e Despedida - estrutura esta apreendida no contexto dos ensaios e das apresentações anuais".

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