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Serge Joncour vence Prémio Femina e Deborah Levy ganha Femina étranger

O escritor francês Serge Joncour venceu o Prémio Femina 2020, com 'Nature humaine', enquanto a britânica Deborah Levy arrecadou o galardão para melhor romance estrangeiro, com 'O custo de vida' e 'Coisas que não quero saber', foi hoje anunciado.

Serge Joncour vence Prémio Femina e Deborah Levy ganha Femina étranger
Notícias ao Minuto

17:34 - 02/11/20 por Lusa

Cultura Prémios

Com 'Nature humaine', Serge Joncour escreveu um grande romance rural que retrata as mudanças em França no final do século XX, através do destino de uma família de agricultores do Sudoeste. O romance valeu-lhe o prémio literário francês, noticia hoje a imprensa francesa, citando a decisão.

Serge Joncour, que não tem obra publicada em Portugal, já tinha sido galardoado em 2016 com o Prémio Interallié, por "Repose-toi sur moi", um romance de amor.

Quanto ao prémio Femina para melhor romance estrangeiro (Femina étranger) foi para Deborah Levy, pelo seu díptico autobiográfico 'O custo de vida' ('Le Coût de la vie', na tradução francesa) e 'Coisas que não quero saber' ('Ce que je ne veux pas savoir'), ambos editados em Portugal pela Relógio d'Água.

A escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso chegou a estar na corrida a este prémio com o seu romance 'Eliete - A vida normal', editado em França pelas Editions Chandeigne, com tradução de Elodie Dupeau.

Dulce Maria Cardoso figurava na primeira lista de candidatos ao Prémio Femina, que incluía 15 romances estrangeiros, mas ficou pelo caminho no apuramento dos seis finalistas, anunciados no dia 21 de outubro.

Na categoria de ensaio, venceu Christophe Granger, com 'Joseph Kabris ou les possibilités d'une vie', ao passo que o Prémio Especial do Júri foi para o libanês Charif Majdalani, por 'Beirute 2020', dois autores que também não estão traduzidos e publicados em Portugal.

O prémio Femina para o romance francês foi hoje anunciado, contrariamente à maioria dos outros prémios literários, que adiaram a sua publicação até à reabertura das livrarias.

O júri, composto só por mulheres, distinguiu-se de outros prémios (como o Goncourt ou L'Interallié, adiado 'sine die') por considerar que era melhor atribuir o prémio apesar do confinamento, que proíbe a abertura de comércio "não essencial", o que inclui livrarias.

"O evento anual do prémio literário é um ato vital de apoio a todos os atores da cadeia do livro, editoras, livreiros e autores que atualmente resistem por todos os meios a circunstâncias adversas. Estamos em total solidariedade com os livreiros", explicou o júri da Femina.

Já a academia Goncourt contesta a ideia de que os livros não são bens essenciais - defendendo que "são mais do que um meio de distração, são ferramentas para melhor compreender o mundo, especialmente as pandemias" -, e considera que "o confinamento é, em algumas áreas, uma sentença de morte".

"Se anunciássemos [o Goncourt] na próxima semana, isso iria beneficiar apenas a Amazon ou os distribuidores em massa, e iria matar a rede de livrarias que todos os anos dependem do Goncourt para existir e atrair pessoas", afirmou o presidente do júri, Didier Decoin.

Por isso, fez saber que não atribuirá o prémio no dia 10 de novembro, conforme agendado, se nessa altura as livrarias permanecerem encerradas, em consequência das medidas restritivas impostas pelo presidente, Emmanuel Mácron, para conter a propagação da epidemia.

O Prémio Femina foi criado em 1904 por 22 colaboradores da revista feminina La Vie Heureuse e teve sempre um júri composto exclusivamente por mulheres, em protesto contra o júri do Prémio Goncourt, formado apenas por homens.

Em 1985, foi criado o Prémio Femina Étranger, que já distinguiu autores como Javier Marias, Antonio Muñoz Molina, Richard Ford, Sofi Oksanen, Ian McEwan, Julian Barnes e Joyce Carol Oates, além do português Vergílio Ferreira, com a tradução francesa de 'Aparição', em 1990.

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