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Mafalda e Mônica homenageiam Quino, "um dos maiores desenhistas de humor"

Homenagem foi feita pelo cartoonista brasileiro Mauricio de Sousa, criador da 'Turma da Mônica'.

Mafalda e Mônica homenageiam Quino, "um dos maiores desenhistas de humor"

A conta de Instagram da 'Turma da Mônica' prestou homenagem, esta quinta-feira ao autor argentino Quino, com um 'quadradinho' criado pelo cartoonista brasileiro Mauricio de Sousa, criador da 'Turma da Mônica'. "Para sempre, Quino. Gracias", pode ler-se na legenda de um cartoon de Mônica e Mafalda, a segurar um lenço por cima do globo terrestre, tantas vezes motivos das famosas 'tiras' de banda desenhada.

Mauricio de Sousa também prestou a sua homenagem a Quino, "pai" de Mafalda, tendo sido publicada uma fotografia de ambos. "O amigo Quino está agora desenhando pelo universo com aqueles traços lindos e com um humor certeiro como sempre fez. Criou sua Mafalda, hoje de todos nós, no mesmo ano em que eu criei a Mônica, em 1963 - mas ela só estrearia nas tiras no ano seguinte. Por isso, nos tornamos irmãos latino-americanos para desbravar o mundo dos quadrinhos", pode ler-se, na legenda da imagem.

"Estive com ele em 2015, em Buenos Aires, no Centro Cultural Brasil-Argentina, onde o presenteei com uma Mônica ao lado da Mafalda na comemoração dos 50 anos das duas personagens. Uma pessoa dócil e um dos maiores desenhistas de humor de todos os tempos. Quino vive agora mais forte dentro de nós", acrescenta.

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Para sempre, Quino. Gracias.

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Quino, célebre por ter criado a contestatária personagem de banda desenhada Mafalda, morreu na quarta-feira em Mendoza, na Argentina, aos 88 anos. De acordo com o jornal argentino Clarín, Quino morreu na sequência de um acidente vascular cerebral que sofreu na semana passada.

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Filho de espanhóis, nascido em Mendoza, em 1932, Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino, desenhou e publicou vários livros de desenho gráfico para um público mais adulto, nos quais predomina um humor corrosivo e negro sobre a realidade social e política.

Ficou célebre, porém, por uma personagem que se tornou numa das mais improváveis comentadoras políticas da atualidade, Mafalda, uma menina que detestava sopa, adorava os Beatles e tinha monólogos preocupados e existencialistas, em frente a um globo terrestre.

Das tiras de Quino saíam comentários sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina. Em 2016, numa entrevista à agência Efe, por ocasião da Feira do Livro de Buenos Aires, Quino afirmava que o mundo atual seria para a personagem Mafalda "um desastre e uma vergonha".

Profundamente tímido e reservado, Quino reconheceu na mesma entrevista que gostaria de ser recordado como "alguém que fez pensar as pessoas sobre as coisas que acontecem".

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