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Quatro e Meia, mas são seis. Juntam-se nas horas vagas e eis o 2.º disco

O sexteto de Coimbra lança hoje o novo álbum de originais, ‘O Tempo vai esperar’, depois de um adiamento forçado pela pandemia. Concerto de apresentação foi na terça-feira, na sua cidade natal, e a esperança é que o regresso aos palcos seja célere e seguro.

Quatro e Meia, mas são seis. Juntam-se nas horas vagas e eis o 2.º disco
Notícias ao Minuto

08:00 - 25/09/20 por Anabela Sousa Dantas 

Cultura Os Quatro e Meia

Os Quatro e Meia estavam preparados para apresentar o segundo álbum de originais em abril, mas o novo coronavírus tinha outros planos. 'O Tempo Vai Esperar' chega agora, em setembro, com um período de paragem pelo meio e com mais uma música incluída, resultado do esforço coletivo para "retirar algo de bom" de um momento que afetou negativamente toda a gente.

Quem são Os Quatro e Meia? São seis rapazes oriundos de Coimbra que, há uns anos, se juntaram para tocar umas músicas num sarau. Três médicos, um engenheiro civil, um professor e um informático, todos com profissões a tempo inteiro e uma parcialidade pela música portuguesa.

Dois anos depois do lançamento do primeiro trabalho, o sexteto avança com o segundo, um álbum que mostra um "amadurecimento da banda, quer na parte da própria composição e construção das músicas, quer na sua gravação", segundo explicou Pedro Figueiredo (percussão) ao Notícias ao Minuto.

"Procurámos neste período de dificuldade retirar alguma coisa de bom"

'O Tempo Vai Esperar' iria ser apresentado em abril, mas os planos tiveram que ser interrompidos por causa da pandemia, que teve um forte impacto na realização de eventos culturais. No caso d'Os Quatro e Meia, as consequências chegaram a dois níveis. "Teve um impacto muito direto nas nossas profissões, como profissionais de variados ramos. Nas nossas profissões tínhamos de estar absolutamente disponíveis e trabalhando a 100% para essa função, mas ao mesmo tempo continuando a compatibilizar com a música", diz Pedro.

Com os concertos cancelados ou adiados, a banda desviou o foco para as profissões. "O primeiro impacto foi tentar perceber a dimensão do problema e colocar-nos ao dispor para o que fosse necessário. Nessa fase a música ficou praticamente em suspenso porque o importante era nós mostrarmos a nossa total disponibilidade para ajudar no que fosse necessário", adianta Tiago Nogueira (guitarra e voz), médico de profissão.

Pedro, que também é profissional de saúde, acrescentou que, depois de algum alívio na situação pandémica, o restante esforço foi de gestão do tempo. "Procurámos neste período de dificuldade retirar alguma coisa de bom e aquilo que conseguimos fazer foi continuar a compor. Compusemos mais algumas músicas que estão agora em 'banho-maria' e a aguardar uma próxima altura para podermos gravar. Um dos temas ainda conseguimos incluí-lo neste disco. Curiosamente, reflete também um pouco dessa vivência em pandemia".

Concerto de apresentação esgotado

Os Quatro e Meia realizaram o concerto de apresentação do novo álbum em Coimbra, no Convento de S. Francisco, na passada terça-feira, uns dias antes do lançamento oficial do disco. Havia outro concerto agendado para este mês, no Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, no Porto, mas este acabou por ser adiado para o abril do próximo ano, uma decisão tomada tendo em consideração a situação atual

"Um concerto mais pequeno como o concerto de apresentação, obviamente, acarreta menos riscos para quem vai vê-lo e para nós próprios. Decidimos mantê-lo - estamos a falar de um concerto para 400 e tal pessoas. O concerto no Super Bock Arena era um concerto para quase quatro mil pessoas e que, atendendo às circunstâncias, teria sempre que levar uma adaptação muito grande. Achamos melhor protelar e tentar procurar uma altura em que as coisas estejam um bocadinho melhor, pensamos nós, e possamos todos nós - banda, equipa técnica, agência produtora, editora e, sobretudo, o público  - desfrutar da melhor forma", sustenta Tiago.

Tanto Pedro como Tiago esperam que "um momento tão marcante" para a banda, como um concerto daquela envergadura, possa ser realizado "com outras condições", num futuro próximo. Para já, agradecem o apoio incondicional que têm recebido do público - o disco foi colocado em pré-venda com direito a bilhete para o concerto de apresentação e esgotou em dois dias.

"Se nos dissessem que estaríamos a lançar um segundo disco depois destes sete anos, todos nós diríamos que seria impensável", diz Pedro Figueiredo.

Desde o início que a banda granjeia de grande carinho junto do público, proporcionando o lançamento de 'Pontos nos Is', em 2017, e agora, este ano, de um novo trabalho. "A banda foi crescendo sobretudo à custa do carinho imenso do público, que tem sido muito fiel ao projeto. Chegamos a mais uma etapa desta 'montanha', e damos conta de que estamos a ver já uma paisagem bonita. É um privilégio para nós, existindo tantos projetos em Portugal com tanta qualidade", afirma Pedro.

‘O Tempo vai esperar’ é composto por 11 faixas, com produção de João Só e sob a chancela da Sony Music. O disco conta com três temas divulgados: 'A Terra Gira', 'Canção do Metro' e 'Bom Rapaz', esta última com participação de Carlão.

Para além de Pedro e Tiago, a banda é composta por João Rodrigues (violino e bandolim), Mário Ferreira (acordeão e voz), Ricardo Almeida (guitarra e voz) e Rui Marques (contrabaixo).

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