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Fernanda Lapa: SPA recorda "uma grande figura do teatro"

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) lamentou a morte da atriz e encenadora Fernanda Lapa, hoje aos 77 anos, recordando "uma grande figura do teatro e da vida cultural portuguesa".

Fernanda Lapa: SPA recorda "uma grande figura do teatro"
Notícias ao Minuto

16:07 - 06/08/20 por Lusa

Cultura Óbito

Num comunicado hoje divulgado, a SPA "manifesta o seu pesar pela morte aos 77 anos da encenadora e atriz Fernanda Lapa, beneficiária da cooperativa desde 1977 e sua cooperadora desde 1992".

Fernanda Lapa morreu hoje, aos 77 anos, em Cascais, onde estava hospitalizada, anunciou a Escola de Mulheres, companhia que dirigiu desde a sua fundação, em 1995.

No comunicado, a SPA recorda "uma grande figura do teatro e da vida cultural portuguesa que assim continuará a ser recordada".

"Várias vezes premiada pelo seu trabalho como encenadora, estava a ensaiar o texto teatral 'O Punho', de Bernardo Santareno, de quem foi grande amiga e cujas comemorações do centenário do nascimento muito dinamizou", refere a SPA, lembrando que Fernanda Lapa "foi coorganizadora com a SPA da exposição sobre Bernardo Santareno, que já não viu ser inaugurada na Assembleia da República e na SPA devido à gravidade da pandemia".

Nascida em Lisboa em maio de 1943, Fernanda Lapa, "uma eterna apaixonada pelo Teatro", soube "desde cedo que o Teatro seria a sua vida", como recorda a Escola de Mulheres - Oficina de Teatro, que fundou em 1995 e onde era diretora artística, num comunicado hoje divulgado.

Os últimos 25 anos de vida de Fernanda Lapa foram dedicados, em grande parte, àquela companhia, cujo nome se inspira na peça de Molière 'L'école des femmes', criada em Lisboa por um conjunto de mulheres de gerações diferentes e experiências diversas, mas com o sentimento comum - a consciência - do papel de subalternidade a que a mulher tem sido reduzida no teatro português.

Este ano, a convite da SPA, foi autora da mensagem do Dia Mundial do Teatro (27 de março), na qual defendeu que se exija um plano de desenvolvimento teatral com futuro e que se aposte na força do teatro para as transformações que a atualidade exige.

"Amar o teatro e o público não é um conceito abstrato; amar não pode ser uma palavra sem conteúdo e, tal como a palavra drama, contém o sentido de ação", pelo que "homens e mulheres de teatro têm o dever imperioso de lutar por um teatro digno do nosso País e por uma classe teatral dignificada", defendeu a atriz e encenadora num texto em que explica por que motivo se escolhe ser dramaturgo.

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