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Editora Quetzal evoca trabalho inesquecível de Rogério Petinga

A editora Quetzal recordou hoje o seu fundador Rogério Petinga, que morreu na passada sexta-feira, em Lisboa, como um nome inesquecível cujos trabalhos marcaram a edição portuguesa dos anos 1980/1990, e que deixaram para a história algumas belas capas.

Editora Quetzal evoca trabalho inesquecível de Rogério Petinga
Notícias ao Minuto

12:39 - 23/03/20 por Lusa

Cultura Óbito

"Na história de uma editora há nomes que não se esquecem -- e o de Rogério Petinga faz parte dessa lista de presenças permanentes", afirma a Quetzal, chancela do grupo editorial Bertrand Círculo, recordando que este jornalista, editor e designer foi um dos fundadores da Quetzal, em 1987, com Francisco Faria Paulino, Maria Carlos Loureiro e Maria da Piedade Ferreira (sua mulher, hoje editora na LeYa, e que também passou pela Bertrand, Difel e Gótica).

Os seus trabalhos "marcaram definitivamente a edição portuguesa dos anos oitenta e noventa e ficaram históricas algumas das suas belas capas -- para livros de autores como Jorge Luis Borges, Julian Barnes, Umberto Eco, Bruce Chatwin, Antonio Tabucchi e tantos outros que o catálogo da Quetzal consagraria ou ainda mantém", afirma a editora.

Também o desenho de séries e coleções, como Serpente Emplumada, que ainda hoje são publicadas pela Quetzal, se devem ao trabalho de Rogério Petinga, acrescenta a editora.

"Todos os dias, ao imaginarmos, prepararmos e cuidarmos dos nossos livros, a Quetzal recorda o trabalho fundador de Rogério Petinga como um dos nomes decisivos da história da edição [livreira] das últimas décadas", afirma, acrescentando que "nestes tempos de recolhimento e silêncio", não poderia deixar de lembrar o seu nome e de assinalar a sua gratidão e admiração.

O jornalista, designer gráfico e editor Rogério Lima Petinga, cofundador da Quetzal Editores, morreu na sexta-feira, em Lisboa, aos 85 anos.

Rogério Petinga trabalhou em redações de jornais e revistas, nomeadamente, em O Século, Século Ilustrado, onde foi chefe de redação, Portugal Hoje, A Luta, Match Magazine e Diário de Notícias.

Em 1987, foi um dos cofundadores da Quetzal Editores, onde foi responsável pela área gráfica, tendo acompanhado a edição em Portugal de autores como Bruce Chatwin, Julian Barnes e Antonio Tabucchi, entre muitos outros, nas diversas editoras que marcou graficamente, e que envolvem nomes como Marguerite Yourcenar, Marguerite Duras, Claudio Magris, Peter Handke, Truman Capote e tantos mais.

Através da Quetzal, orientou também a edição de catálogos de arte, como os dedicados aos artistas António Dacosta e Mário Botas (resultante da retrospetiva "Visões Inquietantes", no Centro Cultural de Belém, 1999), publicados em parceria com a Galeria 111, de Lisboa.

Petinga tinha já trabalhado na área de design e paginação com outras editores como a Bertrand, na qual se destaca a edição, em 1970, do romance histórico "Eu, Cláudio, Imperador", de Robert Graves, entre outros títulos.

Trabalhou também com a Difel - Difusão Editorial, para a qual fez a orientação gráfica e concebeu capas como as de "O Fazedor", de Jorge Luís Borges, e de "Viagem na Irrealidade Quotidiana" e "Diário Mínimo", de Umberto Eco.

Petinga foi igualmente o responsável gráfico da monografia "Lisboa antes do Terramoto. Grande vista da cidade entre 1700 e 1725"/ "Lisbonne Avant le Tremblement de Terre: Le Panneau", uma edição da Gótica, em Portugal, e da Chandeigne, em França, com o Museu Nacional do Azulejo, a partir do grande painel da sua coleção, da autoria do pintor Gabriel del Barco (1669-1701).

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