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Museu de antropologia angolano precisa de técnicos para cuidar de acervo

O Museu Nacional de Antropologia angolano precisa de recursos humanos qualificados nomeadamente de linguistas, sociólogos, antropólogos, historiadores, entre outros, para o controlo e preservação dos mais de 6.000 objetos do seu acervo, anunciou hoje a direção.

Museu de antropologia angolano precisa de técnicos para cuidar de acervo
Notícias ao Minuto

16:10 - 18/02/20 por Lusa

Cultura Angola

Segundo o diretor-geral do museu, Álvaro Jorge, o estatuto orgânico da instituição prevê 45 funcionários, mas o organismo está a funcionar com um número abaixo do legalmente previsto e com necessidades de técnicos qualificados em diversos domínios.

"Precisamos de linguistas, sociólogos, antropólogos, historiadores, conservadores, museólogos e hoje nenhuma instituição museal se pode desenvolver se não tiver os recursos humanos qualificados", afirmou Álvaro Jorge.

O responsável deu conta de que o museu conta atualmente com apenas seis técnicos superiores, existindo departamentos sem nenhum técnico de nível superior, situação que dificulta a articulação de distintas atividades.

"E é difícil articular aquilo que nós projetamos para a ação do museu, quando não temos recursos humanos qualificados", atirou.

Museografia e restauro, animação, educação cultural e investigação são alguns dos departamentos do museu de antropologia angolano, localizado no centro da província de Luanda, que recebe diariamente 2.000 visitantes, maioritariamente estudantes.

O diretor da instituição falava após a assinatura de um Memorando de Cooperação Técnica para a Valorização das Coleções do Museu, rubricado juntamente com o instituto Goethe, da Alemanha, e a Alliance Française, de Luanda.

O diretor-geral da Alliance Française de Luanda, Paul Barascut, considerou que o memorando assinado para valorização das coleções do Museu Nacional de Antropologia angolano, vai "incentivar o conhecimento" e o "turismo cultural".

"Pois o projeto trouxe aqui peritos franceses e alemãs que trabalharam com os funcionários do museu para desenvolver competências em diversas áreas, exatamente a conservação dos objetos, a mediação com o público, também foram organizadas conferências", disse Paul Barascut.

O responsável deu conta que o instrumento visa igualmente incentivar as pessoas, principalmente jovens, a visitar com regularidade o museu, localizado no centro da província de Luanda, mas também está a ser criado um 'website', que "vai permitir que investigadores nacionais e, sobretudo, estrangeiros tenham acesso à uma parte do rico acervo do museu".

Álvaro Jorge valorizou o protocolo assinado, considerando, no entanto, que o organismo "precisa ainda de outros conhecimentos para que esta área seja cada vez mais valorizada e potencializada em termos de recursos humanos".

"Mas vamos continuar a trabalhar, porque o museu tem mais de 6.000 objetos que a cada momento precisam de ser inventariados, interpretados, é importante que haja novos conhecimentos, novas pesquisas e é isto que fazemos a promoção da identidade", notou.

O museu de antropologia angolano, erguido no século XVII e aberto ao público em 13 de novembro de 1976, tem objetos que descreverem a vivência das comunidades angolanas nas temáticas da caça, pastorícia, instrumentos culturais, poder tradicional, entre outras.

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