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"A tal nova Lisboa já não é tão nova assim"

Octa Push lançam o primeiro single original desde 'Língua' e estiveram à conversa com o Notícias ao Minuto.

"A tal nova Lisboa já não é tão nova assim"

O projeto Octa Push, composto pelos irmãos Bruno e Leo, tem editado trabalhos originais e remisturas, com os temas a passarem tanto nas rádios nacionais como internacionais. Agora foi a vez de lançarem 'Awere', o primeiro single original que lançam desde 'Língua', o último disco da banda que saiu em 2016 e que foi reeditado, em vinil, em 2018.

Este novo tema mistura electrónica, afrobeat, zouk, entre outras sonoridades e conta com a participação de Romi Anauel, vocalista que fez parte de projectos como Terrakota ou Romi Anauel and Soldiers of Rá.

Em conversa com o Notícias ao Minuto os Octa Push deram conta de como foi o percurso desde o lançamento do primeiro trabalho, as suas inspirações e prometem novidades para 2020.

Passaram seis anos desde o vosso primeiro trabalho. Como foi o percurso até aqui? 

Apesar de termos lançado o nosso primeiro álbum ('Oito') em 2013, temos alguns singles e EPs lançados desde 2009. O nosso percurso tem sido sempre de constantes mudanças. Começámos como uma dupla ao vivo onde tocávamos bastante, em clubs e festivais, tanto cá como no estrangeiro. Em 2010, apostámos no formato banda, o que veio alterar um pouco a forma como compomos as músicas. Tem sido uma grande viagem que nos tem levado a conhecer lugares e pessoas incríveis.

Têm várias colaborações no currículo, porque é que escolheram criar um projeto desse tipo?

Começou como uma necessidade de quem não sabe cantar [risos]. Entretanto, chegámos a um ponto em que não sabemos viver sem elas. As colaborações, para além de enriquecerem alguns temas, ou até de, por vezes, os desbloquearem, permitem-nos conhecer pessoas fantásticas que admiramos. Procuramos também músicos de outros quadrantes que acabam por levar os nossos instrumentais para outros caminhos menos óbvios.

Têm várias marcas de multiculturalidade. O que é que vos inspira?

O que está ao nosso redor. A tal nova Lisboa que já não é tão nova assim. Começámos há 12 anos e essa multiculturalidade já era bem visível. Lisboa foi e continua a ser a porta para o velho continente, para muitas comunidades com quem partilha a língua e um dos sítios mais 'misturados' da Europa. A mudança começa após 1974, agora vivemos um reflexo dessa mudança não só na música mas noutras formas de arte também.

Como surgiu a ideia de fazerem um tipo de música mais ligado a raízes africanas?

Nós somos irmãos e felizmente tivemos uma educação que nos permitiu estar bastante ligados a outras culturas. Um de nós viveu na Guiné Bissau (o outro ainda não era nascido) e, na nossa juventude, a nossa mãe levava-nos às festas na sociedade de Carcavelos onde a comunidade brasileira organizava umas festas e toda a gente se juntava. Eram portugueses, brasileiros, angolanos, cabo-verdianos, guineenses... Depois, à medida que fomos ficando mais velhos e fazendo música juntos, passou a ser normal juntarmos estas influências todas.

Ainda usam o mesmo computador para partilhar ideias?

Não. Por acaso, temos tido o azar de usar quase um computador novo por álbum [risos]. Estamos, neste momento, a acabar o terceiro álbum e já anda a falhar. Se calhar, puxámos muito por ele!

Quando é que se pode esperar o novo álbum e com quem pensam contar?

Teremos novidades para 2020. Estamos na fase de gravar e ainda escolher alguns convidados. O resto ainda é segredo, mas serão menos convidados que no último álbum ('Língua').

Oiça abaixo o novo tema dos Octa Push, 'Awere':

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