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Livro aborda "amizade improvável" entre D. Maria I e Guilherme Stephens

O novo romance de Jenifer Roberts, 'Uma amizade improvável', dá conta de como o industrial inglês Guilherme Stephens construiu fortuna e estatuto em Portugal, a ponto de ter alcançado "a honra de acolher a família real".

Livro aborda "amizade improvável" entre D. Maria I e Guilherme Stephens
Notícias ao Minuto

17:00 - 20/12/19 por Lusa

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Jenifer Roberts, que tinha já escrito 'D. Maria I - A Vida Notável de Uma Rainha Louca', volta à mesma época histórica, destacando a "amizade improvável" entre o industrial do vidro da Marinha Grande e a monarca.

A autora, amplamente documentada, cita no romance uma carta de Philadelphia Stephens, de julho de 1788, em que afirma que o irmão, Guilherme Stephens (1731-1801) "alcançou aquilo que ninguém no reino se pode orgulhar, a honra de acolher a família real e toda a corte" a quem tudo proveu com "inteira satisfação" dos hóspedes.

"Este livro narra a história deste acontecimento único na vida da monarquia portuguesa", escreve Jenifer Roberts que realça "o contraste" ente a rainha absoluta e o industrial, filho ilegítimo de uma criada da Cornualha.

"Eram opostos em todas as facetas das suas vidas", mas "constituíram uma improvável amizade dentro dos constrangimentos e asfixiantes formalismos da corte portuguesa", escreve a autora que considera que D. Maria I "não tem obtido um tratamento simpático por parte da história".

"O seu reinado é comummente relegado para uma nota de rodapé", na opinião da escritora inglesa, autora, entre outras obras, de 'Fitz: The Colonial Adventures of Edward Fitzgerald'.

Jenifer Roberts argumenta que o reinado de D. Maria I "merece melhor", pois "é um exemplo evidente dos conflitos do século XVIII entre a Igreja e o Estado, entre as velhas superstições e a idade da razão", e defende que a monarca "compreendeu alguns aspetos do Iluminismo imprimindo um toque humano às questões de Estado", mesmo que "por instinto" tenha sido "arrastada para a velha religião".

Por outro lado, Guilherme Stephens "pôs em marcha uma próspera fábrica numa pequena aldeia a mais de cem quilómetros a norte de Lisboa" num "país que se encontrava retardado em relação aos padrões da Europa do norte".

"Uma amizade improvável" é uma tradução de João Cardoso, e inclui uma introdução de contexto da ação romanesca, e um conjunto de "notas ao leitor", familiarizando-o com personagens, materiais, termos ou o calendário gregoriano, que não era seguido em Inglaterra, na época.

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