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Pavilhão de Portugal recebeu 39 mil pessoas na Bienal de Arte de Veneza

O Pavilhão de Portugal na Bienal de Arte de Veneza, em Itália, onde esteve patente até domingo a exposição da artista Leonor Antunes, recebeu 39.000 visitantes, foi hoje anunciado.

Pavilhão de Portugal recebeu 39 mil pessoas na Bienal de Arte de Veneza
Notícias ao Minuto

12:06 - 26/11/19 por Lusa

Cultura Arte

De acordo com a Direção-Geral das Artes (DGARtes), a bienal - que decorreu durante seis meses - recebeu um total de 593.616 visitantes, dos quais 31% foram jovens com menos de 26 anos.

Instalada no Palazzo Giustinian Lolin, sede da Fundação Ugo e Olga Levi, a representação oficial portuguesa, selecionada por concurso pela DGArtes, foi constituída pelo projeto "a seam, a surface, a hinge or a knot" ("uma costura, uma superfície, uma dobradiça ou um nó"), de Leonor Antunes, concebido para aquele local, com curadoria de João Ribas, antigo diretor artístico do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

Profissionais da área, estudantes e investigadores, famílias e público em geral, vindos de todo o mundo estiveram entre os 39.195 visitantes que, até ao último domingo do mês de novembro, entraram na exposição portuguesa.

O projeto de Leonor Antunes envolve história da arte, da arquitetura e do design, e reflete sobre as funções dos objetos do quotidiano, contemplando o seu potencial, para se materializarem como esculturas abstratas.

A exposição refletiu sobre os contributos de Masieri, e as suas encomendas a Frank Lloyd Wright e Carlo Scarpa, e os menos conhecidos desenhos de Trincanato, a primeira arquiteta formada pelo Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza, autora de um estudo sobre a arquitetura veneziana popular desde o século XIII ao século XVIII, e que foi também diretora do Palazzo Ducale e presidente da Querini Stampalia.

Tanto Savina, como Trincanato tiveram um papel fundamental na formação de uma aceção de Veneza como cidade "moderna", através de desenhos de exposições, arquitetura e trabalho histórico.

Antunes interessou-se na forma como as tradições artesanais de várias culturas se cruzam dentro dessa história de género.

O Catálogo da Exposição ficará brevemente disponível no 'site' da DGArtes e na livraria 'online' da Stenberg Press, segundo a entidade organizadora.

Entre outras publicações, o The Art Newspaper colocou a exposição de Leonor Antunes entre as 10 a não perder na Bienal e o Art Forum escreveu sobre "a grandeza" da representação portuguesa.

Em entrevista à agência Lusa, em vésperas da inauguração da representação portuguesa, em 08 de maio, Leonor Antunes disse que esta exposição era para a artista "como uma segunda pele".

"Esta exposição é importante porque descobri coisas novas no meu trabalho, aprendi coisas novas", disse a artista de 47 anos, que já expusera em Veneza, em 2017, a convite da própria organização da mostra.

"São estas pessoas que me fascinaram e cujo trabalho me inspirou", salientou, sobre os arquitetos e designers italianos que pesquisou.

Sobre o Palazzo Giustinian Lolin, a artista descreveu-o como "um espaço difícil para trabalhar, porque, sendo património histórico, não é possível tocar nas paredes ou no chão do edifício, e o projeto é totalmente 'site specific'" (concebido para este espaço específico).

As obras em escultura, que ocuparam três salas do edifício, foram feitas em oficinas de carpintaria, de Berlim, Veneza e Lisboa, em materiais como metal, cortiça, cabedal e vidro.

"Consegui estabelecer um diálogo entre o meu trabalho, este edifício e a cidade, e contornei a impossibilidade de suspender as peças com a criação de esculturas verticais", descreveu a artista à Lusa.

Leonor Antunes, que venceu o Prémio de Arte de Zurique 2019, já tem em exposição desde outubro um novo projeto nesta cidade suíça, no Museum Haus Konstruktiv, até 12 de janeiro de 2020.

A 58.ª Exposição Internacional de Arte -- "La Biennale di Venezia" - abriu ao público a 11 de maio e encerrou no domingo, 24 de novembro.

A Lituânia venceu o Leão de Ouro para a participação nacional da Bienal de Arte de Veneza, com uma ópera-performance de três artistas, que transformaram um pavilhão numa praia artificial.

O trabalho apresentava uma "crítica às formas de lazer" da atualidade, e o júri destacou "o uso inventivo do local" da apresentação, num pavilhão com passagens superiores das quais os visitantes observavam o decurso da ópera-performance em baixo.

A 58.ª Exposição Internacional de Arte de Veneza teve curadoria do britânico Ralph Rugoff, diretor da Hayward Gallery, em Londres, e como tema "Tempos Interessantes".

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