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Álbum de estreia a solo de Maria Reis é editado hoje

O álbum de estreia de Maria Reis, metade da dupla Pega Monstro, é editado esta sexta-feira, com o título 'Chove na sala, água nos olhos', fruto de um processo colaborativo.

Álbum de estreia a solo de Maria Reis é editado hoje
Notícias ao Minuto

12:17 - 15/11/19 por Lusa

Cultura Música

Com as Pega Monstro "em pausa" ("como somos irmãs nunca vamos deixar de estar uma com a outra e apesar de não estarmos a tocar continuamos a falar sobre isso", diz a música), Maria Reis, que na banda era a vocalista e guitarrista, tem-se dedicado à música a solo.

'Maria', o primeiro EP, foi "feito em casa" em 2017 "sem grandes pretensões de futuro, de que poderia iniciar a carreira a solo ou qualquer coisa assim".

"Foi querer aproveitar um verão em vez de ir para a praia, ficar fechada no quarto a fazer música e desafiar-me a conseguir concluir sozinha, sem uma banda, sem alguém a produzir. Fui eu que produzi, que gravei os instrumentos e que compus e esse processo foi um bocado o que depois deu motivação para fazer uma coisa mais séria", recordou em conversa com a Lusa.

Para Maria Reis, a "diferença maior" entre o EP e "Chove na sala, água nos olhos", editado hoje, é que o álbum resulta de uma série de colaborações.

"O EP foi muito solitário e este disco na composição foi uma coisa solitária, mas depois na gravação e na produção foi sempre colaborativo e isso é que é a grande magia dele", afirmou.

Para Maria Reus, com 'Chove na sala, água nos olhos', o desafio inicial a que propôs foi " gravar cada música num sítio diferente, com pessoas diferentes".

A ideia surgiu quando foi tocar a Vigo, Espanha, e os responsáveis pela Estudios Pastora (José Vázquez e Isabel Fernandez) a desafiaram a "ficar mais uns dias e gravar no estúdio deles uma música".

"Achei engraçada e proposta e era uma coisa para mim bastante fora do baralho, não estou habituada a fazer coisas fora da minha zona de conforto", partilhou.

A experiência "correu tão bem" e "foi tão fácil", ao contrário do que previa, que pensou: "'Então vou fazer isso e chamar pessoas em quem eu confio' e foi o B Fachada, o Leonardo Bindilatti (que já tinha gravado os discos de Pega Monstro) e o Rui Antunes (da Spring Toast Records)".

Além disso, pediu ajuda ao irmão, "o académico da música" que é contrabaixista e baixista (António Quintino, que acompanhava os Dead Combo e integra os Cassete Pirata).

"Fui pedir-lhe ajuda para escrever música, porque eu não tenho esse jeito. A minha maneira de ver a música é muito mais intuitiva, eu ia demorar um ano a conseguir por aquilo em pautas e com ele foi um dia", partilhou.

Além disso, António Quintino "convidou uma violoncelista e uma viola, a Sofia Gomes e a Raquel Guerreiro", a juntarem-se à lista de colaborares do álbum.

No meio de tudo isto, Maria Reis produziu um dos temas e "praticamente todos os outros instrumentos" são tocados por ela.

Para já ainda não está marcada uma data de apresentação ao vivo de 'Chove na sala, água nos olhos', mas Maria Reis tem "um leque de opções para o espetáculo".

"Posso ser só eu, eu e as cordas, eu com bateria e baixo, cada sala terá uma formação", disse, adiantando que "em fevereiro do próximo ano haverá um espetáculo grande disto tudo", só não pode ainda revelar onde.

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