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Centro de Arte de Ovar recebe ciclo 'Caixa de Dança'

O Centro de Arte de Ovar acolhe, de quinta-feira a domingo, o ciclo 'Caixa de Dança', que, entre produções recentes de coreógrafos portugueses contemporâneos, inclui uma obra inspirada no rock progressivo criado por José Cid nos anos 1970.

Centro de Arte de Ovar recebe ciclo 'Caixa de Dança'
Notícias ao Minuto

13:30 - 05/11/19 por Lusa

Cultura Ovar

Gerida pela Câmara Municipal de Ovar, a sala de espetáculos do distrito de Aveiro procura assim divulgar a produção nacional num domínio artístico que o vereador local da Cultura encara como "uma das artes mais antigas" da humanidade.

Alexandre Rosas admite que a dança "é sempre parte integrante da programação" do Centro de Arte, mas explica: "Resolvemos criar uma iniciativa dedicada a este género específico para que a dança possa ser usufruída intensamente e percecionada sob diferentes formas, apresentando-se com diferentes histórias, contextos, coreógrafos e bailarinos".

A peça inspirada na obra de José Cid, músico português que este ano foi galardoado com o Grammy de Excelência Musical pela sua carreira, é 'Nem a própria ruína', que sobe ao palco do Centro de Arte de Ovar no sábado à noite.

Constituindo "o primeiro espetáculo de dança criado pelo trio nortenho composto por Francisco Pinho, João Dinis Pinho e Dinis Santos", essa produção tem por base o álbum '10.000 anos depois entre Vénus e Marte'. Explora "sons de um planeta ferido" para sublinhar a "efemeridade" da condição humana e reflete sobre a forma como a evolução do Homem parece "destinada a um desaparecimento total, não deixando ninguém para a recontar".

O primeiro espetáculo do ciclo é, no entanto, 'Muiças', no qual a coreógrafa Tânia Carvalho exibe o processo pelo qual se diz assemelhar a um compositor empenhado em criar uma música com que se identifique: "Na criação desta peça, eu quero ser esse compositor e pretendo que as bailarinas sejam as notas, as pautas, as pausas, os ritmos".

A apresentação do espetáculo de quinta-feira será precedida hoje ao fim do dia pela oficina 'Pensado para Adultos', em que a mesma autora abordará os processos de criação de 'Muiças' e explorará "antigas e atuais relações dos participantes com a dança", levando-os a experimentaram a linguagem do movimento e a "ativar memórias corporais e intelectuais" na apropriação desse género artístico.

Na sexta-feira seguir-se-á 'Carrossel', da coreógrafa local Ana Renata Polónia: o espetáculo resulta de uma pesquisa centrada "na construção de um dispositivo imaginário sugerido pelo posicionamento do corpo no espaço - um corpo que se define na procura de uma identidade, em torno de um impulso central, tentando criar um panorama circular e repetitivo sobre a génese humana".

A última apresentação da 'Caixa de Dança' será 'Markulus', no domingo, e define-se como "um dueto-ensaio de Ricardo Machado a partir de Mark Diston, Mia Distonia e Masculinidade", tendo resultado de uma residência artística na Escola de Artes e Ofícios de Ovar.

"Nascido sem propósito, 'Markulus' é fruto da sua própria invenção. Carne a cristalizar imagem, pose a citar género, voz sem ousar transformismo. É real. É estático. Joga com a audiência", anuncia a organização do evento, advertindo que o espetáculo inclui nudez e é interpretado em inglês, sem legendagem.

Os bilhetes para a 'Caixa de Dança' estão disponíveis ao preço individual de cinco euros ou mediante um passe geral de 15 euros para acesso a todos os espetáculos.

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