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Estrelas, recifes e programa Apollo vencem festival de cinema imersivo

Filmes sobre estrelas cadentes, recifes marinhos e o programa espacial Apollo, todos para exibição em telas dispostas a 360 graus de circunferência, venceram a quinta edição do Festival de Cinema Imersivo de Espinho, revelou hoje a organização.

Estrelas, recifes e programa Apollo vencem festival de cinema imersivo
Notícias ao Minuto

11:27 - 21/10/19 por Lusa

Cultura Espinho

O evento decorreu entre quinta-feira e domingo no planetário dessa cidade do distrito de Aveiro, tem caráter bienal e reuniu na edição de 2019 cerca de 50 obras imersivas de 18 nacionalidades, a maioria das quais em estreia nacional e muitas delas produzidas também com tecnologia para visionamento a três dimensões.

Como revelou hoje à Lusa a organização do certame, o melhor filme em 3D foi 'Lúcia, o segredo das estrelas cadentes', uma produção francesa que, realizada por Laurent Asselin para o Planetário de Saint-Etienne, se distinguiu "pelo somatório global da história - animação, enredo, imersividade associada ao controlo da iluminação" - e evidenciou assim "uma qualidade estética singular".

Também no que se refere às sessões em 3D, a obra com "melhor imersão" foi 'CAPCOM GO! A história da Apollo', um documentário britânico que, produzido pela NSC Creative e realizado por Max Crow, revela os feitos históricos desse programa espacial norte-americano e o trabalho necessário para levar o primeiro homem à lua.

Outro dos grandes vencedores da edição de 2019 do festival foi 'Expedição ao recife', uma obra encomendada pela Academia de Ciências da Califórnia a Ryan Wyatt, realizador e diretor do Planetário Morrisson. O filme explora a beleza da biodiversidade dos recifes corais e alguns dos cientistas envolvidos na recuperação desse património marinho, sendo que o júri distinguiu a obra "pelo detalhe dessa fantástica produção" e pelo contínuo narrativo com que retém a atenção do espectador.

Para além dessas obras, o festival de Espinho também premiou a curta neozelandesa 'O grande Waka', produzida pela OHU FX e dirigida por Frank Rueter e Matt Pitt. Elogiada pelo júri do festival pela sua "simplicidade, ritmo, adequação ao espaço e grande beleza artística", a obra aborda a criação da Via Láctea e conta como todas as suas constelações têm sido usadas ao longo dos tempos para ajudar os marinheiros polinésios a navegarem os mares do Sul.

Entre as curtas-metragens do evento, o filme que proporcionou ao público melhor imersividade foi 'Levitação Urbana', uma produção alemã do estúdio Schwitalla que, realizada por Sergey Prokofyev, apresenta um modelo de Manhattan e a conceção visual na base do projeto arquitetónico "Torre de Desportos", que foi finalista na competição de arranha-céus eVolo2011.

Quanto ao prémio do público, foi atribuído à curta holandesa 'Tempo Fractal', produzida e realizada por Julius Horsthuis em torno do conceito matemático de fractais. Brincando com a origem e o future do universo, essa obra abstrata convida a audiência a participar numa viagem de descoberta em que cidades emergem de naves espaciais e o fundo de oceanos se transforma em florestas.

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