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João Botelho anuncia projeto sobre Alexandre O'Neill

O realizador João Botelho mostra hoje, em Óbidos, as primeiras quatro cenas de 'O Ano da Morte de Ricardo Reis', com estreia marcada para 2020, e revelou à Lusa que o próximo projeto será sobre Alexandre O'Neill.

João Botelho anuncia projeto sobre Alexandre O'Neill
Notícias ao Minuto

23:41 - 17/10/19 por Lusa

Cultura Cinema

'Um Filme em Forma de Assim' deverá suceder à nova longa-metragem sobre o romance de José Saramago, que chegará às salas no próximo ano, e terá por base textos do autor que fez parte do Movimento Surrealista de Lisboa.

"Acho que tenho de fazer serviço público, que tenho de chamar a atenção para grandes coisas que há em Portugal e, de há uns anos para cá, ando a adaptar textos de pessoas que escrevem muito bem", disse João Botelho à agência Lusa, anunciando a intenção de, depois de terminar 'O Ano da Morte de Ricardo Reis', se dedicar "à obra de Alexandre O'Neill".

A ideia de João Botelho é "aproveitar textos maravilhosos de um grande poeta", que considera "um verdadeiro português, que fez de tudo, desde publicidade a escrever fados para a Amália" e que, como "um verdadeiro português, "aproveitou, mesmo doente, a vida de mulherengo e comilão".

O novo filme, adiantou à Lusa, terá como título 'Um Filme em Forma de Assim', aludindo ao livro de Alexandre O'Neill 'Uma Coisa em Forma de Assim'.

Antes, disse João Botelho, terá de terminar a pós-produção de 'O Ano da Morte de Ricardo Reis', cujas primeiras quatro cenas são hoje exibidas publicamente pela primeira vez no Folio - Festival Literário Internacional de Óbidos.

"São cerca de 15 minutos que mostram cenas como o encontro entre Fernando Pessoa e Ricardo Reis, o aparecimento de Lídia [empregada de limpeza do hotel], o aparecimento da Marcenda [jovem hóspede do hotel] e o comício anticomunista", afirmou Botelho.

O filme, baseado no livro homónimo de José Saramago, deverá estrear-se "nos primeiros meses de 2020", numa altura em que, sublinhou o cineasta, "estão a acontecer coisas muito parecidas com o que se passava na época [1936] e que Saramago, que é um génio, deixou escritas".

"É como se o ciclo se repetisse com o renascimento dos fascismos, dos populismos", disse João Botelho à Lusa, remetendo para o cinema também a função de "alertar para a história que se repete".

Na adaptação da obra de Saramago para o cinema, o ator Luís Lima Barreto interpreta Fernando Pessoa e o brasileiro Chico Diaz assume o papel de Ricardo Reis, no filme que "tem mais de 3.000 figurantes", disse João Botelho.

O filme chegará ao grande ecrã com duas horas de duração, produzido pela Ar de Filmes, numa coprodução com a brasileira Raccord, e o apoio da RTP e do Instituto do Cinema e do Audiovisual.

Além de um filme, a adaptação vai originar uma série de cinco episódios, a ser emitida na RTP.

O Folio - Festival Literário Internacional de Óbidos decorre até domingo, dia 20, com mais de 210 iniciativas, em 450 horas de programação em torno da literatura.

Sob o tema 'O Tempo e o Medo', mais de meio milhar de convidados de quatro continentes têm vindo a participar, desde o passado dia 10, numa programação que integra 16 mesas de escritores, 12 exposições e 13 concertos.

Organizado em cinco capítulos (Autores, Folia, Educa, Ilustra e Folio Mais), o festival teve a sua primeira edição em 2015, num investimento de meio milhão de euros, comparticipados por fundos comunitários, sendo desde então custeado pela autarquia e por parceiros institucionais.

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