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Temporada de Música de S. Roque estreia duas peças de portugueses

A 31.ª Temporada de S. Roque começa na sexta-feira, em Lisboa, e prevê a estreia de duas obras de compositores contemporâneos portugueses, num programa dedicado à música antiga, que se estende até 10 de novembro.

Temporada de Música de S. Roque estreia duas peças de portugueses
Notícias ao Minuto

19:55 - 10/10/19 por Lusa

Cultura Composição

O concerto de abertura, com o Coro Gulbenkian, realiza-se no Museu de São Roque, tem direção do maestro titular, Michel Corboz, e conta com a interpretação da "Pequena Missa Solene", de Rossini, segundo o cartaz anunciado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A temporada inclui a estreia de duas obras: uma de Sérgio Azevedo, "Sinfonieta para Cordas", composta "a partir de esboços e andamentos inacabados que, por uma razão ou por outra, estavam adormecidos em papel", pela Camerata Atlântica, no próximo domingo, dia 13, no Convento de S. Pedro de Alcântara; outra, de Hugo Ribeiro, uma composição para coro, órgão e orquestra, pelo Ensemble MPMP, no dia 01 de novembro, no Museu de S. Roque, disse à Lusa o maestro Fernando Carvalheiro, diretor artístico da Temporada.

O maestro realçou "a componente muito forte de música portuguesa, por se privilegiar propostas de grupos que tocam compositores portugueses e, dentro desta, a religiosa, predominantemente vocal, por a temporada se realizar em espaços abertos ao culto".

A temporada conta 12 concertos que terão como cenário quatro espaços religiosos, todos em Lisboa -- as igrejas de S. Roque e de São Pedro de Alcântara, o Mosteiro de Santos-o-Novo e o Convento dos Cardaes -- além do Museu de São Roque.

O Coro da Casa da Música vai interpretar as "Vésperas", de Claudio Monteverdi, no Museu de São Roque, no dia 18, e a Orquestra Orbis, a "obra-prima de André Caplet", "Le miroir de Jésus", no dia 19, no Convento dos Cardaes.

No dia 20, a Capella Joanina apresenta obras "apreciadas, proibidas e reveladas" do barroco ibérico, no programa "Proibição & Consentimento: Transmutação na Música Portuguesa de Seiscentos para Setecentos", no Mosteiro de Santos-o-Novo, e o Concerto Campestre, uma semana mais tarde, no dia 27, no mesmo local, demonstra "o nascimento da Modinha em Portugal", nos séculos XVII e XVIII, com a soprano Joana Seara.

Antes, a orquestra Divino Sospiro, sob a direção do maestro Massimo Mazzeo, leva uma "Passio Ibérica", "visão da piedade culta e popular sobre o tema das 'Sete Palavras de Cristo na Cruz' e do Stabat Mater", segundo a tradição do século XVIII, no dia 23 de outubro, à Igreja de S. Roque. E as as Vozes Alfonsinas percorrer "Itinerâncias trovadorescas", com cantigas medievais, no Convento dos Cardaes, no dia 25.

Os Cupertinos, grupo vocal da Fundação Cupertino de Miranda, distinguidos com o prémio Gramophone 2019 de melhor gravação de Música Antiga, vão apresentar um programa baseado no álbum de estreia, uma incursão pela obra de Manuel Cardoso (1566-1650), centrado no menos conhecido Requiem a 4, do compositor.

O concerto dos Cupertinos acontece no dia 03 de novembro, no Convento de S. Pedro de Alcântara.

No dia 08, no mesmo local, o agrupamento Sete Lágrimas, sob a direção de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, apresenta "The world's mine oyster", que é "uma espécie de viagem às cidades-palco de Shakespeare, às geografias e aventuras" do universo de O Bardo.

O título do recital é uma citação da peça "As Alegres Comadres de Windsor" (1602), peça que Shakespeare escreveu a pedido de Isabel I, a propósito dos romances de "Falstaff", persongem fanfarrã e boémia criada pelo dramaturgo.

O concerto de encerramento, no dia 10 de novembro, é na Igreja de São Roque, pela Orquestra Geração, para apresentação do 4.º estádio do projeto pedagógico.

Antes dos concertos, serão realizadas visitas aos espaços que os acolhem, "uma forma de melhor explicar ao público a ligação entre a música e a sua época, através de outras artes como a arquitetura", disse o diretor artístico do festival.

A programação da temporada está disponível em http://mais.scml.pt/tmsr/edicao-2019/.

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