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Festival de cinema Queer Porto assinala 50 Anos dos motins de Stonewall

O festival de cinema Queer Porto vai assinalar os 50 anos dos motins de Stonewall, em Nova Iorque, como marco na emergência dos "modernos movimentos de luta LGBTI+", com um ciclo dedicado aos acontecimentos, anunciou hoje a organização.

Festival de cinema Queer Porto assinala 50 Anos dos motins de Stonewall
Notícias ao Minuto

06:42 - 08/10/19 por Lusa

Cultura Cinema

O documentário 'Before Stonewall' (1984), de Greta Schiller e Robert Rosenberg, é um dos filmes selecionados, assim como 'The Cockettes'n(2002), de Bill Weber e David Weissman, localizado na "psicadélica São Francisco dos anos 60", que abrirá a 5.ª edição do Queer Porto - Festival Internacional de Cinema Queer, a decorrer de 16 a 20 de outubro, no Teatro Rivoli, no Maus Hábitos e na Reitoria da Universidade do Porto.

Organizado pela Associação Cultural Janela Indiscreta, o Queer Porto quer reunir obras que "desafiem leituras", como 'Gay USA' (1977), de Arthur J. Bressan Jr., 'Buddies' (1985), de Arthur J. Bressan Jr., primeira ficção cinematográfica sobre a sida, e 'The Archivettes' (2018), de Megan Rossman, que demonstra "a importância dos legados materiais para memória futura", na luta LGBTI+.

O ciclo inclui ainda "uma homenagem a uma figura maior das artes e do ativismo da Sida", com 'Self-Portrait in 23 Rounds: a Chapter in David Wojnarowicz's Life, 1989-1991' (2018), documentário de Marion Scemama e François Pain.

Os chamados motins de Stonewall tiveram origem em manifestações espontâneas, de membros da comunidade LGBTI+, que foram crescendo em dimensão e intensidade, após a violenta invasão policial do bar Stonewall, em Greenwich Village, na madrugada de 28 de junho de 1969.

No comunicado hoje divulgado, o Queer Porto diz que "os 50 anos passados sobre os motins de Stonewall conduzem inevitavelmente a uma reflexão sobre o que significou meio século dos modernos movimentos de luta LGBTI+, quais as suas conquistas políticas e sociais (...), e o que significou o ativismo para a cultura 'queer'".

O filme de fecho do ciclo encerra o festival: "El Ángel" (2018), de Luis Ortega.

Em competição, o Queer Porto vai ter oito longas-metragens: 'A Dog Barking at the Moon', de Xiang Zi, 'The Gospel of Eureka', de Michael Palmieri e Donal Mosher (que vão estar no Porto), 'M', de Yolande Zauberman, 'Madame', de Stéphane Riethauser (também presente no Porto), 'The Man Who Surprised Everyone', de Natasha Merkulova e Aleksey Chupov, 'Los Miembros de la Familia', de Mateo Bendesky, 'Raia 4', de Emiliano Cunha, e 'Yours in Sisterhood', de Irene Lusztig.

O júri da competição oficial é constituído por Adriano Baía Nazareth, realizador da RTP, a cantora Ana Deus, o artista Nuno Ramalho, e pela artista e curadora Susana Chiocca.

O prémio de Melhor Filme tem o valor 3.000 euros e é atribuído pela RTP2, que compra dos direitos de exibição.

Na competição "In My Shorts", são exibidos filmes de alunos da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, da Universidade da Beira Interior, da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, do Instituto Politécnico do Porto e da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre.

O Rivoli acolherá também um programa de Vídeo-Ensaios, entre os quais 'International Face', de Natalie Tsui, e "Flow/Job", de Darren Elliott-Smith, outro realizador presente no Porto.

O programa 'Carta-Branca a Cláudia Varejão', resultante da proposta de curadoria feita pela Agência da Curta Metragem à cineasta, inclui os filmes 'A Torre', de Salomé Lamas, 'Insert', de Filipa César e Marco Martins, 'Paisagem', de Renata Sancho, 'Retrato de Inverno de uma Paisagem Ardida', de Inês Sapeta Dias, e 'Um Campo de Aviação', de Joana Pimenta.

Extra-concurso será exibido 'O Beijo no Asfalto', do brasileiro Murilo Benício, sobre a peça de Nelson Rodrigues. E a mostra de realidade aumentada 'A Terra é Tela', de Vier Nev, chegará às ruas do Porto.

O Maus Hábitos acolherá a festa de encerramento e duas sessões Queer Pop, "sobre a evolução das expressões 'queer'" na música, nos últimos 50 anos.

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