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O dia em que o Rock in Rio se veste de negro e retorna à sua "essência"

Ainda com sol, a escuridão invadiu hoje o recinto do Rock in rio Brasil, devido aos festivaleiros que celebram o dia do metal, o que consideram um regresso à "essência" do evento, tendo Iron Maiden como cabeça de cartaz.

O dia em que o Rock in Rio se veste de negro e retorna à sua "essência"
Notícias ao Minuto

23:49 - 04/10/19 por Lusa

Cultura Rock in Rio

"Hoje é o dia do verdadeiro rock, hoje é a verdadeira essência do Rock in Rio", afirmou à Lusa a visitante Luciana, de 46 anos, que veio à Cidade do Rock, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, sobretudo para ver Iron Maiden, que atua no palco Mundo às 21:30 [02:30 em Portugal].

Sem ser preciso perguntar, devido às 't-shirts' com enormes letras vermelhas, também o casal Eviana Cleide, de 40 anos, e Nuno Marques, de 47, vieram para ver a banda britânica de heavy metal, fundada em 1975 pelo baixista Steve Harris.

"Já vi 'show' do Iron fora do Rock in Rio quatro vezes e são sensacionais. Hoje tenho as melhores expectativas. Os 'cara' tocam muito. Hoje é o melhor dia porque rock é rock", disse Nuno Marques, que tem estado presente em todas as edições do festival, com exceção da primeira, em 1985.

Este ano comemoram-se 34 anos de existência de Rock in Rio e a atuação de Iron Maiden confere grande simbolismo porque esta banda também esteve presente na primeira edição do festival, sendo a quarta vez que regressa à cidade do Rock.

Ana Lúcia, que ainda não falhou uma edição do evento no Brasil, confessou que hoje vem principalmente por Scorpions, que atuam pelas 00:10 [04:10 em Portugal], mas que Iron Maiden "também é um clássico".

Foi na Rota 85 que a Lusa encontrou esta festivaleira, que estava com o marido e filho a recordar o início deste "maravilhoso" festival de música.

A rua, inspirada na americana 'Route 66', é uma das novidades desta edição, contendo elementos cenográficos que contam a história do evento, como um antigo bar de cerveja, um posto de abastecimento ou o icónico ténis na lama.

"Foi muito emocionante a primeira edição, foi maravilhosa. Os aspetos que marcaram foi a lama, o jato do corpo dos bombeiros ou o 'show' do Freddy Mercury. Foi uma sensação surreal. E deram capinhas da coca-cola, era a coisa mais moderna, todo o mundo tinha a capinha", contou.

Hoje, todo o festival respira metal, desde o palco Sunset, com nomes como Nervosa, Anthrax e Slayer, passando pela Street Ásia, com Billy Carter, uma banda de rock da Coreia do Sul, e estendendo-se até ao Espaço Favela, onde atuou Agona, uma banda de Groove metal com letras em português.

Por todos estes motivos, os festivaleiros vestiram-se a rigor e o negro invadiu todo o recinto, assim como as 't-shirts' com o nome das bandas preferidas.

"Eu acho o máximo. A galera do metal é a galera mais organizada que tem. Se acontece alguma coisa, eles fazem uma rodinha para proteger. Por incrível que pareça, essa questão da imagem é simbólica, o 'dark', o metaleiro, é tudo simbólico, porque na realidade existe uma organização linda com os metaleiros. O preto é para unificar", explicou Ana Lúcia.

Quando a festivaleira carioca percebeu que estava a ser entrevistada para um meio de comunicação português, revelou que está a pensar ir uma temporada para Portugal, um país que considera "demais".

Quando questionada se esta opção poderia estar relacionada com a situação política que se vive atualmente no Brasil, não perdeu tempo e frisou que "não tem sentido esses efeitos".

"Vou ser franca, a situação política está melhor. Viu que não tem uma manifestação? Se não tem é porque algo está a acontecer. Todo o mundo queria uma mudança. O 'cara' é 'surtado' (Jair Bolsonaro, presidente do Brasil], mas aconteceu a mudança e vamos aguardar para ver no que dá."

O Rock in Rio continua no sábado com três grandes estreias no evento do Brasil: a cantora de pop Pink, a brasileira Anitta e a banda californiana Black Eyed Peas, que atuam no palco Mundo.

No domingo, a edição de 2019 termina com os cabeça de cartaz Muse, Imagine Dragons, Nickelback e Paralamas do Sucesso. Este também é o dia em que os portugueses Carolina Deslandes e Capitão Fausto passam pelo Palco Sunset para atuar com músicos brasileiros.

A Lusa viajou a convite da organização do Rock in Rio.

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