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Identidade da Europa marca ciclo de cinema da Feira do Livro do Porto

Uma reflexão sobre a "matriz identitária da Europa" marca o ciclo de cinema da Feira do Livro do Porto, que arranca hoje nos Jardins do Palácio de Cristal, com cinco filmes de décadas diferentes.

Identidade da Europa marca ciclo de cinema da Feira do Livro do Porto

O ciclo é comissariado por Guilherme Blanc, da Câmara Municipal do Porto, e Joana Canas Marques, do Cineclube do Porto, e num texto conjunto no livro de programação explicam que a motivação foi discutir "temas que norteiam o pensamento da figura homenageada nesta edição", o filósofo Eduardo Lourenço.

"Será apresentado um conjunto de filmes que, a partir de diferentes ângulos críticos e linguagens, desafiam alguns dos aspetos mais profundos da matriz identitária da Europa e abordam acontecimentos culturais e políticos que constituíram pontos de rutura ética e cívica no contexto europeu (e ocidental) ao longo dos séculos", adiantam.

O programa, que vai decorrer pelas 21h30 de cada dia no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, arranca hoje com 'The Devils', filme do inglês Ken Russell estreado em 1971.

Apresentado pelos programadores, o drama venceu o prémio de melhor realização no festival de Veneza de 1971 e passa-se na França do século XVII.

"Um dos filmes seguramente mais polémicos e disruptivos na história do cinema britânico, banido em múltiplos países aquando da estreia, denuncia as lutas pelo poder e as perversões subjacentes à estrutura da Igreja Católica", pode ler-se na programação da Feira.

Segue-se, na terça-feira, o documentário sueco 'Sobre a Violência', de Göran Olsson, premiado no Festival de Cinema de Berlim em 2014, narrado pela artista Lauryn Hill, numa sessão apresentada por Joacine Katar Moreira.

A obra explora "a questão da posição europeia para com o colonialismo e os mecanismos da descolonização", entre imagens de arquivo e as palavras do filósofo Frantz Fanon no livro 'Os Condenados da Terra' (1961).

Segue-se, no segundo domingo de feira, dia 15, o francês 'Nada a Esconder', que valeu a Michael Haneke o prémio de melhor realizador em Cannes, em 2005, com uma história sobre um casal de classe média-alta de Paris "e a angústia perante várias ameaças anónimas que vêm a receber".

O filme dialoga com "as questões atuais da vigilância e hipercomunicação com os dramas de uma França pós-colonial", numa noite apresentada por Pedro Mexia.

No dia 17, chega 'Anos de Chumbo', filme alemão premiado em Veneza em 1981 da autoria de Margarethe Von Trotta, a primeira mulher a receber o Leão de Ouro do festival italiano.

"O filme conta-nos a história de duas irmãs e as dificuldades das suas relações face ao contexto social e político da Alemanha do fim dos anos 70, marcado por múltiplas feridas e cisões sociopolíticas", pode ler-se na apresentação da sessão, inaugurada por Fernando Rosas.

No último dia da Feira do Livro, 22, Francisca Camelo apresenta o grego 'A Eternidade e Um Dia', Palma de Ouro em Cannes em 1998, que coloca o ator Bruno Ganz como "um escritor que, quando confrontado com a sua morte, inicia uma viagem existencial que se cruza com a história de uma criança imigrante ilegal da Albânia".

Realizado por Theo Angelopoulos, a obra reflete "sobre a ideia de território, a Europa e as suas fronteiras, mas também sobre a cruzada do homem nas suas contradições interiores".

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