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"Apesar de tentar fugir a isso, a inspiração vem do que me rodeia"

Afonso Cabral, o vocalista dos 'You Can’t Win, Charlie Borwn', lançou o seu primeiro álbum a solo e o Notícias ao Minuto esteve à conversa com ele para saber tudo sobre a sua nova 'Morada'.

"Apesar de tentar fugir a isso, a inspiração vem do que me rodeia"
Notícias ao Minuto

09:49 - 20/07/19 por Natacha Nunes Costa 

Cultura Afonso Cabral

O Notícias ao Minuto esteve à conversa com o músico, dias depois do lançamento do seu trabalho, e este revelou não só como tem sido o feedback dos fãs, como também como surgiu a necessidade de lançar algo só seu.

‘Morada’ conta com um conjunto de 10 canções, escritas pelo próprio músico, em português, com ritmos entre o rock e o pop e com uma forte presença de arranjos de cordas. A inspiração? Essa veio da sua rotina, das suas experiências, do que o rodeia, mesmo depois de ter tentado, confessou Afonso Cabral, fugir a isso.

O concerto de apresentação está agendado para dia 30 de novembro, no CCB, em Lisboa, mas antes disso poderá assistir ao concerto do músico, a solo, no festival Bons Sons, na Aldeia de Cem Soldos, em Tomar, no dia 9 de agosto.

Lançou 'Morada', o seu primeiro disco a solo, no dia 5 de julho. Os fãs estão habituados a vê-lo a compor uma banda e não sozinho. Como é que tem sido o feedback desta nova aventura?

Tem sido muito positivo, todas as pessoas que falaram comigo elogiaram o trabalho, o que me deixa muito contente. Até tenho tido algum feedback de pessoas que não estava à espera, pessoas que não conheço assim muito bem. Portanto, tem sido positivo, acho eu. Ainda ninguém me ligou a dizer que estava horrível (risos).

Há vários anos que pertence a 'You Can’t Win, Charlie Brown’ e à banda de Bruno Pernadas e até já escreveu canções para outros artistas. Quando é que começou a sentir a necessidade de se lançar a solo? E porquê?

Não sei precisar quando, mas já há muito tempo que tinha vontade de fazer qualquer coisa sozinho, que tivesse de assumir a responsabilidade toda. Mais a sério, penso que terá sido em 2017, depois da Cristina Branco ter lançado um disco chamado ‘Branco’, com uma canção minha que se chama ‘Perto’. A Cristina encomendou-me uma canção para o disco dela e foi a primeira vez que escrevi sozinho, em nome próprio e em português. A partir do momento que ela estava na rua, achei que estava na altura certa de me lançar sozinho, já havia o meu nome, Afonso Cabral, ali ao lado de uma canção, por isso era o agora ou nunca.

E quando é que começou a escrever para si e a produzir o disco?

Coincidiu com isso, depois de escrever 'Perto' comecei a compor canções para o que seria este disco, o que seria o ‘Morada’. A produção mais a sério arrancou no final de 2018 e, em outubro ou novembro, fizemos os primeiros ensaios. No final de dezembro, começámos a gravar. As gravações demoraram até março. E agora em julho lançámos o trabalho.

As 10 músicas de 'Morada' foram escritas por si. E ao avaliar pelo que conta, escreveu estas canções em alguns meses. Onde é que foi buscar inspiração?

Não sei, essa é uma pergunta difícil. Se eu soubesse era muito mais fácil, mas o que eu percebi, já depois do disco estar acabado e de ler as canções todas,  é que muito do que escrevi vinha da minha vida. Está muito perto da minha vida, apesar de tentar sempre fugir a isso, não sei porquê na verdade...(risos). Mas acho que a inspiração vem do que me rodeia, do que me está mais próximo, da minha vida, da minha família...

Continua a fazer parte da banda ‘You Can’t Win, Charlie Borwn’, até deram um concerto muito recentemente. Como é que a partir de agora vai conciliar as apresentações a solo com os das bandas às quais pertence?

Vamos ver! Mas da mesma forma que tem acontecido com os outros projetos, de outros membros da banda. Já estamos mais que habituados a gerir vários calendários e vamos continuar a fazer isso, é apenas mais um calendário para gerir no meio disso tudo. É fazível...tem de ser.

E pretende lançar mais álbuns a solo?

Neste momento estou a pensar em várias coisas. Num próximo álbum dos ‘You Can’t Win, Charlie Borwn’, num próximo álbum a solo e noutras ideias, várias coisas a médio-longo prazo.

Além do concerto de apresentação, marcado para dia 30 de novembro, no CCB, em Lisboa. Onde é que o podemos ver ao vivo? 

No Festival Bons Sons, no dia 9 de agosto. Vai ser a primeira vez que vou tocar estas canções em concerto. Vai ser uma formação um bocadinho mais reduzida, mas é aí a primeira vez. Para já não tenho outras datas marcadas [além do concerto de apresentação], mas podem ouvir o disco no Spotify, iTunes, etc.

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