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Pintor Vítor Pomar elogia compra de arte com fundos públicos

O pintor Vítor Pomar elogiou hoje o anúncio do Governo e da Câmara de Lisboa para aquisição e preservação de obras de arte contemporânea, mas avisou que é preciso coragem na definição de critérios que presidam às escolhas.

Pintor Vítor Pomar elogia compra de arte com fundos públicos
Notícias ao Minuto

12:20 - 27/05/19 por Lusa

Cultura Arte

Em Macau, onde se estreia na quinta-feira com uma exposição na Ásia, o artista plástico, filho de Júlio Pomar, enalteceu a vontade de "dar um apoio aos artistas", o que "é muito bom para a malta nova ser estimulada", mas lembrou que para definir critérios e para se constituir acervos de valor "é preciso coragem, [...] e em geral não se tem essa coragem", sustentou o pintor a quem o Museu de Arte Contemporânea de Serralves dedicou uma exposição antológica em 2003.

Para Vítor Pomar, há acervos que deixam muitos artistas de fora, até para que seja possível ter outros bem representados e que "assumir isso é muito raro".

"A arte é uma espécie de fé, não há nenhum valor instituído, válido, científico: o que faz uma coisa ser boa ou má? Há um consenso e depois interagimos com os consensos", opinou, destacando que "é muito difícil destrinçar essas coisas e que os agentes culturais" correspondem "muitas vezes a cargos políticos" que têm de responder sempre a um superior, assinalou.

A 15 de maio, o primeiro-ministro garantiu que 2019 "vai ser mesmo o ano em que o Estado vai voltar a adquirir arte contemporânea, de forma a enriquecer o seu acervo", para promover a cultura no país.

António Costa anunciou que se ia avançar com a constituição de um fundo de 300 mil euros para a aquisição de obras de arte e que o Ministério da Cultura e o Ministério das Finanças designaram o primeiro júri de aquisição das peças.

A Comissão para a Aquisição de Arte Contemporânea para o biénio 2019/2020 será composta pela curadora Sandra Vieira Jürgens, pela professora Eduarda Neves, pelos artistas Manuel João Vieira, Sara Nunes e André Campos e por dois representantes do Ministério da Cultura.

Na quinta-feira, a Câmara de Lisboa aprovou por sua vez uma proposta para a criação Banco de Arte Contemporânea Maria da Graça Carmona e Costa, que terá como missões preservar, investigar, guardar e divulgar espólios documentais e artísticos de arte contemporânea, mas sem detalhar os recursos financeiros que lhe serão atribuídos.

O Clube Militar de Macau organiza a partir de quinta-feira a exposição 'Ver o Mundo como Ornamento', de Vítor Pomar, a primeira da série anual 'Pontes de Encontro', integrada nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

A mostra de Vítor Pomar, que se prolonga até 07 de julho, inclui um total de 29 obras originais. A obra mais antiga data de 1979, a mais recente de 2014.

A produção executiva está a cargo da Associação para a Promoção de Atividades Culturais e a curadoria é da responsabilidade de Lina Ramadas e José I. Duarte.

A iniciativa é apoiada pela Fundação Macau, Sociedade de Jogos de Macau, Banco Nacional Ultramarino, Sam Lei Group e pelo comendador Ng Fok.

Vítor Pomar nasceu em 1949 e frequentou as Escolas Superiores de Belas Artes de Lisboa e do Porto. A sua produção artística inclui obras de pintura, fotografia, cinema e vídeo experimental e instalações.

A obra fotográfica foi objeto de exposições na Fundação Calouste Gulbenkian em 1988 e 2011.

Em 2018, a série 'Pontes de Encontro' apresentou os pintores portugueses Pedro Proença, Madalena Pequito e Maria João Franco.

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