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Sara Serpa defende código de conduta contra abusos nas artes em Portugal

A cantora Sara Serpa defende a adoção de um código de conduta em Portugal, como do coletivo norte-americano We Have Voice, para combater desigualdades e impedir abusos de poder nas artes performativas.

Sara Serpa defende código de conduta contra abusos nas artes em Portugal
Notícias ao Minuto

12:15 - 26/05/19 por Lusa

Cultura Música

A cantora e compositora portuguesa Sara Serpa é uma das 14 mulheres do coletivo We Have Voice, criado nos Estados Unidos, que em maio de 2018 lançou o Código de Conduta para as artes performativas, em que identifica e explica como agir perante situações de abuso de poder ou de discriminação sexual.

Em entrevista à agência Lusa, a artista diz que espera que o código de conduta seja traduzido para português e seja adotado pelas instituições portuguesas, porque "facilita as relações entre instituições e artistas, quando alguma coisa corre mal".

A carreira musical de Sara Serpa iniciou-se em Portugal, onde, segundo a cantora, o jazz continua a ser, maioritariamente, um meio artístico "masculino", não só em termos de músicos, mas também de professores, curadores e também jornalistas.

Desta forma, Sara Serpa identifica que as mulheres são uma minoria, o que afeta as relações profissionais.

Apesar de não ter sofrido nenhuma situação grave de abuso de poder ou discriminação sexual, Sara Serpa afirma que, "obviamente", já ouviu "muitas 'bocas' e comentários sobre mulheres, que normalmente os músicos de género masculino não farão entre eles" sobre o corpo ou a roupa, e que fazem "associar características físicas com a capacidade de trabalho".

"O código de conduta deu-me mais poder e assertividade de identificar situações que às vezes me faziam sentir desconfortável e que eu não conseguia perceber porquê", explica a cantora, que também reconhece que "toda a gente nesta comunidade de artistas tem um papel e um poder".

"O meu local de trabalho pode ser um ensaio em casa de alguém, pode ser um estúdio, pode ser um hotel quando estou em digressão. É muito fluído e há muitas barreiras (...) que podem propiciar abusos de poder e agressão sexual", alerta a cantora.

O código de conduta do We Have Voice já foi adotado por 57 instituições nos Estados Unidos da América, Canadá, Austrália e Itália.

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