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Carlos Bica apresenta hoje ao vivo disco de estreia de novo projeto

O contrabaixista português Carlos Bica apresenta hoje, ao vivo, no Portalegre Jazz Fest, "I am the escaped one", disco de estreia do trio que formou há cerca de um ano com os alemães Daniel Erdmann (saxofonista) e DJ Illvibe.

Carlos Bica apresenta hoje ao vivo disco de estreia de novo projeto
Notícias ao Minuto

10:26 - 04/05/19 por Lusa

Cultura Portalegre

"Eu gosto muito deste disco porque acho que tem qualquer coisa de muito pessoal, ao mesmo tempo tem a minha assinatura, acho que é um disco diferente", afirmou o músico português, que reside em Berlim, em declarações à agência Lusa.

Apesar de um DJ fazer parte, pela primeira vez, de um dos vários projetos de Carlos Bica, esta não é primeira vez que os dois trabalham juntos. O DJ Illvibe, que "não é apenas um DJ, é um músico e consegue improvisar com os vinis", foi convidado especial de "Believer" (2006), álbum do Trio Azul (que, além de Carlos Bica, integra o guitarrista alemão Frank Möbus e o baterista norte-americano Jim Black).

Carlos Bica partilhou que fica "super espantado" sempre que toca com Illvibe, porque "é impressionante o que ele consegue fazer".

"Vai buscar Maria Callas, vai buscar uma orquestra e consegue ali naquele momento estar dentro da tonalidade, tempo, etc, e isto tem que ver com o facto de ele ter estudado trompete, e também toca bateria. Ou seja, é um músico só que o instrumento dele é o gira-discos", referiu.

Além disso, o DJ tem "uma coisa muito particular" de que o músico português gosta na música, "que é quando existem várias camadas de leitura". "Ou seja, não é só a melodia ou a própria música, mas existe sempre outra coisa que está lá, que leva o ouvinte para um outro universo, e eu gosto muito [de que haja] uma leitura com várias camadas", referiu.

O novo projeto de Carlos Bica começou a ganhar forma há cerca de um ano, quando o contrabaixista foi convidado para atuar na Culturgest, em Lisboa, em duo, com Daniel Erdmann, saxofonista que "conhecia há muitos anos de Berlim".

"Trocámos os nossos últimos discos por mero acaso e chegámos à conclusão que havia algo em comum nas nossas músicas. Então começámos a encontrar-nos regularmente e a fazer sessões em minha casa", recordou.

O convite acabou por ser "alargado para tocar em trio", e Carlos Bica lembrou-se "logo do DJ Illvibe", embora já se tenham passado 13 anos desde "Believer".

O concerto na Culturgest, a 02 de março do ano passado, acabou por ser gravado e "está em parte no disco", que é "quase um disco gravado ao vivo".

"Com o mesmo 'set up' do dia anterior, ficámos mais um dia na Culturgest e gravámos mais material. Ou seja, é, a bem dizer, um disco gravado ao vivo", disse.

"I am the escaped one", editado há umas semanas pela Clean Feed, é apresentado hoje ao vivo pela primeira vez no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, no âmbito do 16.º Portalegre JazzFest, e Carlos Bica espera que o público fique "surpreendido". "Eu próprio fico surpreendido quando ouço esta formação ou quando ouço o disco", confidenciou.

Embora o contrabaixista não goste de fazer planos a longo prazo, a ideia é que este trio continue.

"Os planos são esses para já [continuar com esta nova formação]. O meu Trio Azul, quando gravei o primeiro disco - já lá vão mais de 25 anos -, não sabia que haveria um segundo e um terceiro, e, entretanto, já editámos sete discos, mas claro que gostaria que este projeto continuasse", afirmou.

Carlos Bica, que reside há mais de duas décadas em Berlim, lidera vários projetos musicais, além de contar com participações noutras áreas como teatro, cinema e dança.

Em abril, 25 anos depois da última vez, reencontrou-se em palco com a cantora Maria João, com quem tocou durante quase dez anos. "Há um ano assisti a um concerto dela e desafiei-a para voltarmos a tocar juntos, e acho que provavelmente é coisa para continuar", adiantou.

A 08 de junho, atua no 22.º Jazz Valado, em Valado dos Frades, com Move String Quartet, um quarteto de cordas liderado pela violoncelista Susanne Paul. "É uma música diferente, uma música de câmara aberta, com improvisação, mas também com muita música escrita, um projeto completamente diferente", referiu.

Carlos Bica gosta do desafio estar integrado em vários projetos diferentes. "No fundo é sempre encontrar os músicos com quem posso ser eu mesmo", referiu, explicando que dá "sempre muita importância ao músico em si, mais do que ao instrumentista, porque quando se encontra os músicos certos para um determinado projeto, a música vai parar a outros sítios".

JRS // MAG

Lusa/fim

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