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"A paixão que sinto pela música faz com que não consiga viver sem ela"

Ana Gomes começa 'nova' jornada na carreira e este ano vai apresentar novos singles, começando com o tema 'Meu Chiquinho'.

"A paixão que sinto pela música faz com que não consiga viver sem ela"
Notícias ao Minuto

13:30 - 16/04/19 por Marina Gonçalves 

Cultura Ana Gomes

Depois de ter estado afastada do mundo da música para se dedicar somente à maternidade, Ana Gomes volta à indústria com um novo tema, 'Meu Chiquinho'.

Uma canção que marca também o regresso às sua origens, após a viagem que fez pelo jazz com o último álbum, 'Balanço', lançado em 2016. 

Mas as novidades não ficam por aqui. Ana Gomes pertence ainda à lista de artistas que foram convidados a integrar o álbum comemorativo dos 50 anos de carreira de Tozé de Brito, que considera ser uma "verdadeira lenda da música portuguesa".

Em conversa com o Notícias ao Minuto, além de falar sobre este novo tema e dos que aí vêm, Ana Gomes partilhou ainda as salas que gostava de abraçar no futuro, depois de ter pisado os palcos do EDP Cool Jazz e Standard Jazz de Copenhaga. 

Acaba de lançar um novo tema, 'Meu Chiquinho', que marca o regresso às origens… Como foi o processo de preparação desta canção que assinala também o seu regresso ao mundo da música, depois de ter sido mãe?

Depois da maternidade senti uma vontade enorme de começar a compor, acho um instinto criativo que aflorou em mim. Este tema, 'Meu Chiquinho', curiosamente surgiu num dia em que deixava o meu filho na creche. Ouvi alguém chamar a uma criança "meu chiquinho lindo" e aquilo ficou-me no ouvido. Ao longo desse dia não parei de pensar numa melodia simples e divertida para esta pequena frase. Depois foi só juntar uma história de amor inocente e jovial que lembra os amores de outros tempos.

Como esteve afastada para estar focada a 100% namaternidade, vai querer homenagear o seu filho com algum tema especial?

Sim, sem dúvida. Quando somos mães sentimos que o nosso tempo se altera e pára, para podermos dar o melhor de nós aos nossos filhos. Foi isso mesmo que eu fiz, senti necessidade de abrandar e dedicar-me a 100% a essa fase absolutamente única. Agora penso dedicar um belo tema ao meu pequeno Emanuel, mas ainda se encontra na gaveta e tem de ser aperfeiçoado. A identidade desta música é muito importante para mim, daí a necessidade de contar muito bem esta história.

O que podemos esperar dos novos singles?

Dos novos singles podem sempre esperar belas histórias de amor, intensidade de emoções, sons envolventes, alma e muito ritmo - podem esperar-me!

O gosto pelo fado vem desde criança, uma vez que cresceu a cantar este estilo musical português…. Foram influências de família que a fizeram seguir esta arte ou foi o seu talento que falou mais alto?

Curiosamente, o único elemento da família que tinha aptidão musical era o meu avô materno, com quem aprendi algumas coisas. No entanto, não foi isso que me influenciou. E na verdade também não sei se foi o talento. Sei que a paixão que sinto pela música faz com que não consiga viver sem ela e sempre foi assim. Aos três ou quatro anos dava pequenos concertos para a família pedindo a atenção de todos enquanto cantarolava umas canções em inglês que de inglês nada tinham. Depois, com seis anos, o meu professor de música - aí sim -, viu em mim talento e comecei a pisar alguns palcos com canções infantis.

Depois de 'Fado Tropical', em 2014, lançou o seu álbum de estreia a solo em 2016, 'Balanço'. Um trabalho ao estilo smooth jazz que conta com composições de Tozé  Brito… Em que medida é que Tozé foi importante para impulsionar a sua carreira?

O Tozé Brito teve e tem uma influência no meu percurso, foi com ele que me descobri como intérprete a solo, em nome próprio. O Tozé Brito é uma verdadeira lenda da música portuguesa e ter a possibilidade de trabalhar com ele, recebendo alguns dos seus ensinamentos, é sempre um privilégio, além de ter ajudado imenso a minha carreira.

Como e quando é que conheceu Tozé de Brito? Ele é uma inspiração?

Conheci o Tozé Brito em 2014. Nessa altura mostrei-lhe o meu trabalho com os Fado in Bossa, foi muito curioso porque, desde daí, nunca mais paramos de manter contacto e procurar produzir música juntos. Depois surgiu-me a ideia de fazer um álbum com temas exclusivamente da sua autoria. A proposta foi muito bem recebida e daí até à produção do disco contei sempre com o apoio incansável do Tozé. Em termos musicais ele sempre foi uma grande inspiração para mim. Quando era pequena ouvia os discos de vinil dos meus pais, lá estavam sempre o Quarteto 1111 e os Gémini. Depois de o conhecer pessoalmente a inspiração tornou-se ainda maior, o Tozé é um ser humano extraordinário. 

Já contou com atuações em diversos palcos como o EDP Cool Jazz e Standard Jazz de Copenhaga, mas acredito que ainda há sonhos por concretizar... Qual o palco a que ainda não subiu mas que gostava de pisar no futuro?

Os Coliseus do Porto e de Lisboa com certeza. São estes palcos que quero pisar a curto prazo.

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