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Holy Nothing lançam um álbum em três caixas. A primeira chama-se 'Plural'

O novo disco da banda portuguesa Holy Nothing chama-se 'Plural Real Animal' e é um trabalho "organizado em três caixas diferentes", tendo a primeira -- 'Plural' -- sido lançada no final de março, explicou o grupo à Lusa.

Holy Nothing lançam um álbum em três caixas. A primeira chama-se 'Plural'
Notícias ao Minuto

17:30 - 06/04/19 por Lusa

Cultura Música

Um dos três membros do grupo, Samuel Gonçalves, contou à Lusa que a banda decidiu dividir o álbum em três partes, "não do ponto de vista de comunicação, mas sim do ponto de vista artístico", para permitir que, após o lançamento de todas as partes, se atinja uma "quarta interpretação" do 'Plural Real Animal'.

"A forma como o álbum foi montado não foi propositada. Mas quem ouvir o nosso disco, após terem sido lançados os três fragmentos, vai conseguir distinguir três ambiências distintas", referiu, por seu lado, Pedro Rodrigues.

O álbum vai ser editado por fases para ser digerido com tempo e a segunda parte, 'Real', será "lançada depois do verão", adiantou o músico.

"O álbum vai estar montado com uma certa narrativa e com um alinhamento de músicas, e as pessoas, quando ouvem o álbum na totalidade, vão conseguir fazer os 'links' entre estes três ambientes distintos", esclareceu Pedro Rodrigues.

A primeira parte do álbum inclui três temas: 'Ruído', 'Cheiro Verde' e 'Tropigal'.

A música 'Ruído' surge após uma "investigação da música contemporânea brasileira" e "quatro horas de estúdio" com os BaianaSystem, banda brasileira fundada em 2009.

"A música foi toda composta numa tarde, num estúdio em Lisboa. Foi uma tarde louca e bastante produtiva com os BaianaSystem", acrescentou Pedro Rodrigues.

O estúdio de 'design' portuense Koiástudio desenvolveu a imagem do álbum 'Plural Real Animal', salientando que desde o início que os Holy Nothing têm "uma preocupação muito grande à volta da [sua] imagem".

"A nossa comunicação com o Koiástudio foi sendo desenvolvida durante a produção das músicas e, por isso, há um trabalho rotineiro na partilha de referências. É muito importante para nós perceber como é que o disco é transcrito graficamente", explicou.

A capa do disco 'Plural' já foi divulgada e não será a capa final do segundo álbum dos Holy Nothing: "Nós queremos trabalhar por sobreposição de 'layers' [camadas]. A última capa será uma coisa diferente desta. Podemos dizer que haverá mais que uma capa".

A parceria com os BaianaSystem ajudou a banda a entrar no mercado brasileiro: "Nada disto foi premeditado por nós, mas, neste momento, a nossa música nas plataformas digitais é mais ouvida no Brasil do que em Portugal".

"É interessante perceber que o sítio onde se ouve mais esta música, a 'Ruído', já não é o Porto ou Lisboa, é São Paulo, no Brasil. E estamos a falar numa escala de dez vezes mais ouvintes", explica Pedro Rodrigues sobre os números dos Holy Nothing no serviço de 'streaming' Spotify.

A ideia de um disco bilingue era uma etapa que a banda queria experimentar. "Não é inocente termos usado o português e o inglês neste álbum, é até a primeira vez que o fazemos nas nossas músicas. E também não é inocente o 'Plural', 'Real', 'Animal' ser lido de igual forma em português e em inglês", explicou Pedro Rodrigues sobre as intenções de internacionalizar a banda.

Os Holy Nothing atuam no dia 13 de abril na 6.ª edição do festival Westway LAB, em Guimarães.

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