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"O mundo perdeu um dos maiores pianistas", afirma Carlos Moedas

O comissário europeu para a Ciência, Investigação e Inovação, Carlos Moedas, considerou hoje que "o mundo perdeu um dos maiores pianistas", com a morte de Sequeira Costa.

"O mundo perdeu um dos maiores pianistas", afirma Carlos Moedas
Notícias ao Minuto

14:59 - 22/02/19 por Lusa

Cultura Óbito

Num comentário publicado na sua página na rede social Twitter, Carlos Moedas apresenta condolências à família do pianista, que morreu na quinta-feira, nos Estados Unidos, e, como homenagem, coloca uma das interpretações de Sequeira Costa de que mais gostava e que o "inspira": 'Cinderela para dois pianos' de Prokofiev.

O pianista português José Carlos Sequeira Costa morreu na quinta-feira, nos Estados Unidos, onde residia, aos 89 anos, vítima de cancro.

Hoje, a fabricante alemã de pianos de concerto C. Bechstein também lamentou a morte do músico Sequeira Costa, recordando-o como um "pianista excecional e um artista notável".

"Ele fará muita falta", escreve a empresa alemã, no comentário colocado na sua página oficial da rede social Twitter.

Após endereçar condolências à família do pianista, o fabricante de pianos criado por Carl Bechstein, em 1853, coloca um pequeno vídeo do pianista português a interpretar uma composição de Moritz Moszkowski, num dos seus pianos.

Distinguido em 2004 com a Grã-Cruz da Ordem Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, Sequeira Costa foi um dos nomes mais significativos do piano português no século XX, tendo fundado o Concurso Internacional Vianna da Motta, de quem foi aluno.

Em 1951, Sequeira Costa venceu o Grande Prémio de Paris no Concurso Internacional Marguerite Long, tendo desde então sido um dos nomes de maior projeção nos palcos internacionais. A convite de Dmitri Chostakovitch fez parte do primeiro júri do Concurso Internacional Tchaikovsky, em Moscovo, no ano de 1958.

Desde 1976 era professor de piano na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos.

Em 2004, disse à jornalista Ana Sousa Dias, em entrevista na RTP, que, por ter "abraçado inteiramente o espírito de Beethoven" ao dedicar-se à interpretação da integral das sonatas do compositor alemão, se sentia "para além da vida humana já".

Sequeira Costa classificava Bach como o "sol de todos os compositores" e destacava Liszt como estando entre os seus criadores preferidos, por ter sido seu "avô espiritual", ao ter ensinado Vianna da Motta.

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