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Trio Arbós na estreia do Terras Sem Sombra em Reguengos de Monsaraz

Um concerto do Trio Arbós, com a interpretação de obras de compositores espanhóis e de três fados de Alexandre Rey Colaço, marca a estreia, no sábado, do Festival Terras Sem Sombra no concelho de Reguengos de Monsaraz.

Trio Arbós na estreia do Terras Sem Sombra em Reguengos de Monsaraz
Notícias ao Minuto

18:00 - 22/02/19 por Lusa

Cultura Festival

A inauguração da presença do festival neste concelho do distrito de Évora propõe um programa "bastante diversificado", ao longo do fim de semana, com o concerto, mas também com visitas ao património e à paisagem e biodiversidade, explicou hoje a organização.

O espetáculo musical, que constitui "o primeiro ato da Mostra Espanha 2019", em "resultado da colaboração bilateral luso-espanhola", leva o Trio Arbós à Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, matriz da vila medieval de Monsaraz, às 21:30 de sábado.

Intitulado 'A Ordem Natural das Coisas: Música Espanhola e Portuguesa dos Finais do Século XIX', o concerto vai permitir ao público escutar "um dos mais reputados ensembles de música da câmara da atualidade".

O grupo, distinguido com o Prémio Nacional de Música de Espanha em 2013, é composto pelo pianista Juan Carlos Garvayo, pelo violoncelista José Miguel Gómez e pela violinista Cecilia Bercovich.

Para este espetáculo, acrescentou o Terras Sem Sombra, o trio preparou "um repertório de grande beleza", com obras de Felipe Pedrell, Joaquín Malats e Enrique Granadas, às quais juntou três fados da autoria de Alexandre Rey Colaço, "transcritos especialmente para trio por Garvayo".

A obra de Alexandre Rey Colaço (1854-1928), filho de pai francês e mãe espanhola, mas com raízes portuguesas, "é um testemunho do intenso relacionamento entre músicos portugueses e espanhóis na transição do século XIX para o XX", realçou a organização.

A estreia do Terras Sem Sombra em Reguengos de Monsaraz integra igualmente uma visita ao Museu do Fresco, em Monsaraz, às 15:00 de sábado, e uma ação de interpretação da paisagem local, às 09:30 de domingo.

Guiada pela historiadora Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, e pelo químico António Candeias, do Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, a visita ao Museu do Fresco, antigo tribunal de Monsaraz, é centrada no fresco do Bom e do Mau Juiz, datado de finais do século XV e descoberto em 1958, que evoca, alegoricamente, as Justiças Divina e Humana.

'Interpretar a Paisagem: Reguengos de Monsaraz e o seu Hinterland' é o convite para domingo de manhã, numa ação orientada pelos geógrafos Teresa Pinto Correia e José Muñoz-Rojas, segundo a câmara municipal, parceira da organização do Festival Terras Sem Sombra, promovido pela associação Pedra Angular.

"Pretende-se explicar as transformações" que o concelho "tem tido nas áreas da vinha, do olival e com a albufeira do Alqueva, pensando no futuro e na qualidade de vida de quem vive nessa paisagem e quem com ela se relaciona", com o objetivo de "entender as dinâmicas e avaliar o que se perde e o que se ganha e que desafios se colocam a uma gestão integrada", resumiu o município.

O 15.º Festival Terras Sem Sombra, sob o título 'Sobre a Terra, sobre o Mar - Viagem e Viagens na Música (séculos XV-XXI)', tem os Estados Unidos da América como país convidado e decorre até dia 7 de julho em 13 concelhos do Alentejo e da região espanhola de Extremadura.

O Baixo Alentejo e o litoral alentejano são a "geografia tradicional" do festival, que este ano se alarga e chega ao Alentejo Central, Alto Alentejo e à Extremadura espanhola.

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