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Vamos sambar em Lisboa? O Festival 'Viva o Samba' vai colorir a capital

É já nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro que a primeira edição do Festival ‘Viva o Samba 2019' vai marcar os ritmos da capital.

Vamos sambar em Lisboa? O Festival 'Viva o Samba' vai colorir a capital
Notícias ao Minuto

09:00 - 20/02/19 por Filipa Matias Pereira 

Cultura Cícero Mateus

A sua génese identitária remonta a 2015, altura que se pretendeu promover e resgatar as raízes do samba na capital. Falamos do projeto ‘Viva o Samba’. Mais do que potenciar a divulgação do samba e das suas heranças e aspetos culturais, o objetivo deste projeto radica, sobretudo, em “amenizar as saudades dos que estão longe do Brasil”, ao mesmo tempo que se difunde “a cultura do samba entre os portugueses e eventuais turistas”, refere Cícero Mateus, o director artístico do festival, em declarações ao Notícias ao Minuto.

Todos os domingos, o samba assume protagonismo no coração de Lisboa. É no espaço Titanic Sur Mer, no Cais do Sodré, que as cores do samba se evidenciam e se harmonizam com a cultura portuguesa. Duas geografias separadas por um oceano, mas que se ‘unem’ semanalmente quando centenas de pessoas se reúnem para dançar e cantar em volta da roda de samba.

Todos os domingos há novos convidados que são, como explica o diretor artístico, “artistas brasileiros residentes ou de passagem pela Europa, bem como portugueses que não necessariamente têm no samba a sua forma de expressão, mas que de alguma forma se relacionam com a música brasileira”.

O balanço destes quatro anos de samba em Lisboa é “maravilhoso”. De acordo com Cícero Mateus, “em quatro anos de projeto Viva o Samba Lisboa, foram mais de 300 rodas de samba, envolvendo mais de 140 músicos de várias partes do mundo e estima-se que mais de 60 mil pessoas circularam pela roda de samba”. Por isso, acrescenta, “o balanço desses quatro anos de projeto é excelente, mas pode sempre melhorar”.

E é com este objetivo de melhoria em mente que o projeto vai mais longe e chegará em breve à capital o Festival ‘Viva o Samba Lisboa’. A primeira edição está marcada já para os dias 22, 23 e 24 de fevereiro no Estúdio Time Out e Titanic Sur Mer. “O Festival ‘Viva o Samba Lisboa 2019’ não surgiu por acaso; foi-se fortalecendo a partir do momento que o nosso samba de cada domingo se alavancou porque a nossa ideia é fazer sempre mais e mais. O Festival já estava na nossa mente e conseguimos que ele saísse do papel e fosse uma realidade”, revela. 

Nesta primeira edição, o Festival terá como convidado Xande de Pilares que se apresentará pela primeira vez a solo, em Lisboa. No segundo dia de Festival, os convidados são João Cavalcannti e Walmir Borges. João Calvalcannti, refira-se, é um cantor e compositor que representa o samba dos anos 50 e foi também um dos fundadores do Casuarina, grupo que integrou durante 16 anos e com ele conquistou o título de Melhor Grupo de Samba na 21ª Edição do Prémio da Música Brasileira.

Mas o evento será ainda brindado com a participação de artistas locais que representam a cultura do samba nas suas mais diversas vertentes. Com efeito, para além de concertos, o evento receberá workshops de dança, percussão e gastronomia. Se é adepto dos menus brasileiros, então terá oportunidade de elevar esta experiência sensorial a outro nível com a degustação de um buffet com feijoada e comidas típicas da cultura brasileira.

Samba de mãos dadas com o fado

Se aparentemente o samba e o fado são duas expressões artísticas quase antagónicas, o Festival ‘Viva o Samba Lisboa 2019’ irá desmistificar esta ideia porque, de acordo com o diretor artístico, na verdade estas duas vertentes da músicas já se têm harmonizado. “Temos o prazer de receber no nosso samba semanal convidados com trabalhos e géneros diferentes. Já tivemos a honra de receber as cantoras de fado Mariza e Carminho que são referência nacional e transmitiram toda a influência do fado no samba. Foi maravilhoso”.

E foi com base nesta experiência que a organização do ‘Viva o Samba Lisboa 2019’ quis ir mais longe: “Pensámos em fazer essa conexão com um novo projeto intitulado ‘Se o Fado virasse Samba’. Como intérpretes na primeira edição estarão as cantoras Camila Masiso, Madalena Gomes, Silvana Peres e Teresinha Landeiro, ainda com a participação especial de Pedro Souto De Castro. A direção musical fica a cargo de Diogo Guanabara", adianta. 

Acrescenta ainda Cícero Mateus que “mesmo considerando as peculiaridades de cada género, há muitas temáticas em comum. É possível traçar paralelos entre determinados ritmos lusitanos e brasileiros, como por exemplo o fado mais ligeiro e a marcha rancho. Então é na busca desses pontos em comum que vamos pautar o projeto ‘Se o Fado Virasse Samba’, que estreia na noite de encerramento do ‘Festival Viva O Samba’”.

Pode adquirir bilhetes aqui

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