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Espetadores entram em casas de habitantes durante festival Borralho

Os espetadores são, a partir de sexta-feira, convidados a entrar em casas de habitantes da região de Viseu para ouvir histórias à beira do fogo, no âmbito do festival Borralho.

Espetadores entram em casas de habitantes durante festival Borralho
Notícias ao Minuto

10:27 - 07/02/19 por Lusa

Cultura Viseu

Na sexta-feira e no sábado, o Borralho - Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo é apresentado no Bairro Municipal de Viseu, seguindo depois para Várzea de Calde (dia 16) e Aval e Silgueiros de Bodiosa (dia 23).

Esta é uma criação do Teatro Experimental do Porto (TEP) para a Rede Artéria, que se inspira na importância dos serões de aldeia vividos nas regiões mais frias do país.

"Os ensaios estão a decorrer e as pessoas estão envolvidas. As casas foram escolhidas e houve um contacto com as populações para a sua participação", disse à agência Lusa Isabel Craveiro, do Teatrão, que coordena artisticamente a Rede Artéria.

Borralho - Festival de Inverno para Pequenas Peças à Beira do Fogo é a sexta estreia da Rede Artéria (depois das estreias em Coimbra, Ourém, Fundão, Figueira da Foz e Guarda), que tem a preocupação de envolver as populações e os municípios nos seus projetos.

No caso de Viseu, "uma das grandes ambições era não concentrar este evento na época alta" e descentralizá-lo para as freguesias, contou Isabel Craveiro.

"Foi por termos ouvido a população e o município antes da criação do projeto que ele se configurou dessa maneira", frisou.

Com encenação de Gonçalo Amorim, este espetáculo itinerante vai dar uma oportunidade de, através do teatro, partir à descoberta do território e da identidade da região.

O TEP adaptou "a história do regresso de Ulisses à região de Viseu, misturando a ficção e o mito gregos com factos históricos e casos pessoais, que vão da emigração à guerra, dando origem a seis personagens contemporâneas, mas evocativas das personagens gregas".

Essas personagens vão receber os espetadores na própria casa, em espaços transformados de forma a permitir imaginar "como seria esta história, se tivesse acontecido em Viseu".

Segundo Gonçalo Amorim, os espetadores serão convidados "a andar, a circular, passando por ambientes rituais, outros animalescos e primitivos, outros etéreos e políticos".

As "pequenas peças" serão interpretadas por Sónia Barbosa (Atena), Bárbara Soares (Penélope), Roberto Terra (Euricleia), Hugo Inácio (Melântio), Ricardo Augusto (Eumeu) e Diana Narciso (Nausícaa). A estes juntam-se, no coro, Emanuel Santos, João Figueiredo, Lara Cyndi, Pedro Catalarrana e Sandra Correia.

Numa fusão com a comunidade artística de Viseu, o espetáculo terá direção musical de Ana Bento e direção técnica de Cristóvão Cunha. A escrita do texto ficou a cargo de Jorge Louraço, a direção de atores de João Miguel Mota e a direção plástica de Catarina Barros.

A Rede Artéria propôs-se a, durante dois anos, criar e fazer circular espetáculos por oito concelhos da região Centro, nomeadamente Belmonte, Coimbra, Figueira da Foz, Fundão, Guarda, Ourém, Tábua e Viseu.

Depois da região de Viseu, o espetáculo parte em itinerância. Em março, será apresentado nos Moinhos da Gândara (Figueira da Foz), no Bairro de Celas (Coimbra) e em Vila Chã (Covas, Tábua).

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