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Charamelas d'El Rey apresenta-se pela primeira vez em S. Vicente de Fora

O grupo Chamarelas d'El Rey, sob a direção de Pedro Castro, apresenta-se pela primeira vez ao público, no sábado, no encerramento do ciclo de concertos de órgão da Igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

Charamelas d'El Rey apresenta-se pela primeira vez em S. Vicente de Fora
Notícias ao Minuto

08:30 - 04/12/18 por Lusa

Cultura Igreja

Este concerto, intitulado 'Mvsiqve de Joye', é protagonizado pelo músico João Vaz, organista titular do órgão Fontanes de S. Vicente de Fora, desde 1997, e diretor artístico do ciclo.

O concerto "recria esse mundo sonoro dos séculos XVI e XVII, onde o sagrado e o profano conviviam dentro e fora dos templos", disse à agência Lusa João Vaz.

O programa inclui, entre outras, peças de Francisco de la Torre, 'Danza Alta, La Spagna', António Carreira, Fantasia em Lá-Ré e 'Canção', Jacques Moderne, 'Musique de Joye' e Fantasia Instrumental a 4, Pedro de Araújo, Meio registo [de dois tiples] de 3.º tom, e, do Cancioneiro de Elvas, 'Quierese morir Anton', 'Secaron-me los pesares', 'Perdido Polos meus Olhos' e 'No andes tan aborrido', de autores anónimos.

Serão ainda interpretadas peças de Pedro Escobal, 'Passa-me por dios Varquero', Diogo Dias Melgás, 'Salve Regina' e 'Adjuva nos', Joan Cabanilles, Corrente Italiana, e, de Michael Praetorius, Suite de 'Terpsichore Musarum', 'Bransle de la Royne' e 'Ballet du Roy pour sonner apres', entre outras.

O ensemble Charamelas d'El-Rey, sob a direção de Pedro Castro, inclui os músicos Luís Marques e André Ferreira.

"Baseando-se na execução de práticas historicamente informadas e uso de réplicas de instrumentos contemporâneos do repertório interpretado, os Charamelas d'el-Rey abordam repertório instrumental dos séculos XVI e XVII, com ênfase para o espólio português", disse João Vaz.

Os Charamelas d'El-Rey "surgiram originalmente no âmbito da cadeira de Instrumentos Históricos da Escola Superior de Música de Lisboa, e utilizam réplicas baseadas em vários originais do sec.XVII, realizadas por John Hanchet (2004 e 2008), Mario Estanislau e Vitor Felix (2018)", acrescentou.

Pedro Castro é diplomado pela Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de Pedro Couto Soares e pelo Conservatório Real de Haia, sob a orientação de Sebastian Marq (flauta) e Ku Ebbinge (oboé barroco). Atualmente, é doutorando na Universidade de Aveiro, onde realiza uma investigação académica sobre a tradição das serenatas de corte no tempo de D. Maria I.

João Vaz estudou em Lisboa com Antoine Sibertin-Blanc e, em Saragoça, com José Luis González Uriol. Doutorado em Música e Musicologia, João Vaz desenvolveu uma carreira internacional quer como executante, quer como docente em cursos de aperfeiçoamento organístico, e efetuou numerosas gravações em órgãos históricos portugueses.

Autor de vários artigos sobre música portuguesa para órgão, foi consultor em diversos restauros de órgãos históricos. Atualmente, é professor na Escola Superior de Música de Lisboa, e diretor artístico do Festival de Órgão da Madeira e das séries de concertos que se realizam nos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra, de cujo restauro foi consultor permanente.

O VIII Ciclo de Concertos de Órgão de S. Vicente de Fora abriu em abril passado com Rui Paiva, tendo-se realizado sete concertos, aos quais assistiram "cerca de 4.000 pessoas", segundo a organização.

O concerto 'Mvsiqve de Joye', protagonizado pelo organista João Vaz e com os Chamarelas d'El Rey, encerra, no sábado, um concerto para o qual a organização espera "lotação esgotada".

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